Embora tenha o slogan de “Cidade da paz”, reforçando a imagem de cidade tranquila e acolhedora, Sarapuí também é popularmente conhecida como “Cidade dos Casarões”. O município no interior de São Paulo tem 154 anos de emancipação e mantém seus 40 casarões preservados, datados dos séculos 19 e 20.
A cidade fazia parte da rota de São Paulo, Itapetininga e Rio Grande do Sul. Seus casarões serviam de pouso para para tropeiros e já tinha construções de pé na primeira metade do ano de 1700. O nome Sarapuí vem do tupi çarapó-y, que significa “rio dos sarapós”, em referência às enguias de água doce que existiam na região.
Além de hotéis, as construções também serviam como casas paroquiais, sede de propriedades rurais, além de residência para as famílias influentes da época. Muitas casas mantêm as estruturas originais intocadas. Como as paredes de taipas de madeira e telhas de barro, moldadas por pessoas escravizadas da região. Além das portas e janelas antigas.
Os principais casarões de Sarapuí
Casarão da Rua Quintino Bocaiúva

Considerada tão antiga quanto Sarapuí, a casa datada entre 1850 e 1870 tem mais de 140 anos. Construído no estilo colonial, o casarão mantém a mesma estrutura, portas e janelas.
Ainda pertence à mesma família dos antigos moradores. Que são responsáveis por cuidar e manter o casarão ainda em uso, mas sem informação de tombamento.
Hotel Paulista

Construído há 126 anos pelo imigrante alemão Frederico Augusto Holtz, o prédio fica na rua Doutor Cerqueira César, no centro da cidade. O hotel funcionou por alguns anos, oferecendo refeições e hospedagem aos tropeiros e viajantes. Atualmente, abriga um comércio de tecido administrado pela família Holtz.
O casarão construído com pavimentos em alvenaria, mantém as portas e janelas altas e fachadas simétricas. A construção também conserva os porões e áreas de serviço que remetem ao antigo uso como hospedaria.
Antiga casa paroquial

O imóvel construído em 1910 fica na Praça Vicente Mozillo, ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores. Atualmente, ainda serve como residência de padres da paróquia. Além de receber hóspedes religiosos e sediar encontros pastorais.
O casarão de 596 metros quadrados é amplo e tem uma fachada sóbria, voltada para a praça no centro da cidade. A construção remete ao estilo tradicional das casas paroquiais do início do século 20 e é um ponto importante para a população católica de Sarapuí.
O que fazer em Sarapuí?
Embora históricos, por se tratarem de propriedades privadas, a maior parte dos casarões não está aberto a visitação. Porém não há limitações para observação externa do casario. Embora a prefeitura de Sarapuí esteja estudando iniciativas para ampliar o acesso de visitantes aos imóveis.
Enquanto isso não acontece, os turistas ainda podem aproveitar roteiros rurais pela cidade também conhecida como “Cidade das Águas”, por sua abundância hídrica. É possível visitar as áreas de nascentes, contemplar paisagens de vales e rios.
Por fazer parte da Rota do Queijo desde 2015, a cidade também tem roteiros turísticos voltados ao assunto. Como produtores que abrem as fazendas para mostrar a produção artesanal de queijos e derivados do leite.
Como o Sítio São José, que cria búfalas Murrah e produz queijos, iogurte e doce de leite premiados no Festival do Búfalo de Sarapuí. O sítio oferece visitas guiadas e degustações agendadas. O foco do roteiro é mostrar o manejo dos animais, a queijaria e, por fim, a degustação dos produtos.