Criado em junho de 1993, o Museu da Imigração é um edifício histórico, onde existia a antiga Hospedaria de Imigrantes, no bairro do Brás. Vinculado à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o museu tem como objetivo preservar e discutir sobre as imigrações no Brasil.
A instituição que já foi conhecida como Memorial do Imigrante, passou por restaurações entre 2010 e 2014, logo após retomou o nome de Museu da Imigração. Hoje, a instituição retrata os fluxos migratórios que ajudaram a construir São Paulo ao longo do tempo. Além de trabalhar em pesquisa, preservação e educação através de debates, palestras, exposições e oficinas.
Inicialmente, o museu propunha uma reflexão a partir das histórias de cerca de 3 milhões de pessoas, de 70 nacionalidades, abrigadas pela antiga hospedaria. Mas hoje também aborda as migrações internas, os deslocamentos indígenas e negros, refugiados e a diáspora brasileira.
A hospedaria de Imigrantes do Brás

O prédio da hospedaria foi um grande centro usado para recepcionar, acolher e encaminhar estrangeiros e brasileiros entre os séculos 19 e 20.
Inaugurada em 1888, a hospedaria foi a primeira casa de muitos estrangeiros no Brasil. Quando chegavam, passavam por triagem, registro, passavam por inspeção médica e recebiam ajuda com a documentação. Depois encaminhavam as pessoas para fazendas de café ou obras que solicitavam seus serviços.
Dessa forma, tudo isso funcionava sob a lei de imigração subsidiada, que recebia trabalhadores para substituir e suprir a demanda dos escravizados após a abolição. Além disso, a hospedaria ainda oferecia alojamento e prestava serviços como telégrafo e agência postal.
O “morto-vivo” da hospedaria

Um relato real acontecido em 1918 alimentou um boato sobre a existência de um “morto vivo” português. O imigrante de nome desconhecido procurou atendimento médico no hospital instalado na hospedaria, que estava com alta demanda.
Por falta de leitos, o homem recebeu alta dois dias após a internação. Sem dinheiro, decidiu foi andando por conta própria até o centro da cidade. Porém, doente e fraco, ficou pela rua e infelizmente faleceu horas depois.
Em resumo, por consequência da vulnerabilidade social, a cidade teve muitos imigrantes acometidos pela epidemia de gripe espanhola. Com hospitais lotados, usaram a hospedaria como hospital provisório para os “espanholados”. Tornando a hospedaria de imigrantes do Brás um dos símbolos dos esforços emergenciais contra a epidemia.
Como visitar o Museu a Imigração
O museu fica próximo à estação Bresser‑Mooca, na rua Rua Visconde de Parnaíba, 1316. Abre de terça a sábado, das 9h às 18h e aos domingos, das 10h às 18h, com ingressos partir de R$ 8 reais.
Inclusive, mediante a compra de um bilhete à parte, aos fins de semana o visitante também pode passear de maria‑fumaça. O ingresso custa a partir de R$ 20 reais por pessoa e a viagem dura cerca de 30 minutos.