Erguida em 1790, a Fazenda Vassoural está localizada na área rural de Itu, com uma casa-sede de taipa de pilão bandeirista. Com Itu inclusa no “Quadrilátero do Açúcar” junto de Sorocaba, Piracicaba, Mogi‑Guaçu e Jundiaí, a fazenda começou no ramo do engenho de açúcar.
Depois, acompanhando o ciclo econômico de São Paulo, Vassoural migrou para a produção de café. Desde sua construção, a fazenda dependia massivamente da mão de obra escrava, fazendo parte do sistema agroescravista da época.
Fundada ainda na era colonial, durante a vigência da Lei de Sesmarias, a fazenda está ligada ao plano de povoamento de Itu no século 17. As terras pertenciam a Beatriz Borba Gato, avó do tenente-general bandeirante Manuel de Borba Gato.
Porém, em 1756, após permanecer na mesma família por mais de 200 anos, Antônio Pacheco da Silva, um descendente de bandeirantes, comprou a fazenda. E desde então, a propriedade ainda permanece com a mesma família há sete gerações.
Atualmente sua principal atividade econômica de Vassoural é o turismo rural, além de servir de cenário para eventos e casamentos.
O passado e o presente da Fazenda Vassoural

A casa térrea alongada e com telhado de quatro águas tem paredes grossas de taipa de pilão, como era a técnica construtiva do século 18. O pátio principal de antes, onde funcionava o terreiro do engenho de cana‑de‑açúcar, hoje é a área da piscina.
O conjunto da construção ainda incluía casas de purgar, casa de moenda, tulhas e outras estruturas associadas à produção de café da época. O grande destaque é o forno “Trem-da-Jamaica”, que segundo pesquisas sobre arquitetura rural, acredita-se que é o último exemplar remanescente no país.
O nome remete a Jamaica, pois na época o país era um dos grandes produtores de açúcar no Caribe.
Hoje, recebendo tantos eventos, algumas estruturas como as tulhas precisaram de adaptações e se transformaram em salões de festa. Os terreiros e jardins também ganharam uma nova organização.
Ao todo, o espaço comporta até mil pessoas. Ainda existe um cuidado para manter os detalhes da época e não descaracterizar o elemento histórico que é o principal chamariz da fazenda.
Como visitar a fazenda?
A visitação da propriedade acontece apenas mediante agendamento via telefone, e-mail ou redes sociais oficiais. É possível tanto realizar eventos como casamentos, eventos corporativos e festas em geral, quanto se hospedar em grupos no local. A sede e os anexos comportam até 38 pessoas.

Além disso, existem tours históricos para fazer na região, que contam a história da fazenda, dos ciclos de produção e o período de escravidão. Inclusive, o visitante consegue ver de perto o forno “Trem-da-Jamaica”.
A fazenda também recebe passeios escolares, oferecendo atividades educativas como o projeto “O Início das Coisas”. O objetivo é abordar a vida no campo e todas as transições da propriedade ao longo da história.