Você sabia que existe uma construção do século 17 ainda de pé em São Paulo? Estamos falando da Capela de São Miguel Arcanjo, que resiste na Zona Leste desde 1622 e detém o título de igreja mais antiga da cidade. Também conhecida como Igreja de São Miguel Paulista ou, ainda, Capela dos Índios, ela preserva traços da cultura indígena em sua arquitetura e arte, sendo, portanto, um exemplar raro na capital.
Essa mistura de estilos faz do local um símbolo da colonização e também do multiculturalismo que fundou o bairro de São Miguel Paulista. Já separou um tempo da rotina para conhecê-la?

Capela de São Miguel Arcanjo: raízes indígenas e europeias
A Capela de São Miguel Arcanjo foi erguida em 1560 pelos jesuítas, sob liderança de José de Anchieta. O objetivo era catequizar os indígenas guaianazes que viviam às margens do Rio Tietê. Com o passar dos anos, a estrutura original de bambu e taipa de mão foi ao chão, e uma nova construção de taipa de pilão surgiu em 1622.
A segunda capela é a que podemos conhecer atualmente, com esculturas e pia batismal originais da época. Sua construção ocorreu graças ao trabalho conjunto de europeus e indígenas, o que lhe rendeu o apelido “Capela dos Índios”. Afinal, ao participarem da obra, os nativos colocaram referências de sua cultura nas obras de arte, como imagens sacras com traços indígenas e pinturas repletas de elementos da natureza.

Como visitar?
A Capela de São Miguel Arcanjo está na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 10, em São Miguel Paulista. Há visitas guiadas disponíveis, mas é preciso agendar com antecedência com a Diocese de São Miguel, pelo e-mail catedralsaomiguelarcanjo@hotmail.com. As missas ocorrem às quintas e sábados, às 18h.
A igreja também possui um museu de arte sacra e objetos do século 17, onde você confere a influência indígena em sua construção. Que tal visitá-la e aprender mais sobre as origens de São Paulo?
