Os Metroviários de São Paulo anunciam greve que entra em vigor nesta quarta-feira (13). As reivindicações são a respeito da falta de concursos, sobrecarga de trabalho, além de pioras no plano de saúde. A duração exata da greve e a confirmação da paralisação dependem do resultado da assembleia convocada para hoje, 12 de maio, às 18h.
No geral, o sindicato aponta que a categoria não tem concurso público há mais de 10 anos. Relatam a redução pela metade do quadro de funcionários e a sobrecarga dos remanescentes.
Ainda sobre as exigências, os metroviários afirmam que há desigualdade de salários na mesma função e um déficit de 33 milhões nos planos de saúde. Denunciam, ainda, uma tentativa de aumento nos descontos e custos, incluindo itens críticos como internações.
Além disso, pedem negociações sobre participações de lucro e melhores condições de trabalho e segurança, que perderam a qualidade devido aos cortes de efetivo.
Negociações entre o sindicato e o Governo do Estado
Até as últimas atualizações, ainda não existe uma agenda concreta com possíveis datas e horários para uma nova negociação antes de quarta-feira. Essa é, inclusive, uma das reclamações do sindicato, que afirma que há falta de diálogo com o governo paulista e a Companhia de Metrô.
Caso as partes entrem em acordo, com as demandas atendidas, a paralisação será suspensa.
Linhas afetadas e impacto esperado

- Linha 1–Azul.
- Linha 2–Verde.
- Linha 3–Vermelha.
- Linha 15–Prata (monotrilho).
Com 4 linhas impactadas no geral, a paralisação deve afetar milhões de passageiros que utilizam o metrô diariamente. Diante do risco de interrupção total do serviço ou de operação reduzida, é recomendado se programar com antecedência antes de sair de casa. Especialmente durante os horários de pico pela manhã e de tarde.
Linhas alternativas para fugir da Greve dos Metroviários
- Linha 4–Amarela
- Linha 5–Lilás
- Linha 17–Ouro (monotrilho, em operação parcial)
As linhas citadas acima devem operar dentro da normalidade e contam com conexão a corredores de ônibus municipais e intermunicipais. Geralmente, diante de anúncios de greves no metrô, as prefeituras reforçam a frota de ônibus para dar rotas alternativas aos passageiros prejudicados.
Além disso, em trechos paralelos às linhas 3-Vermelha e 1-Azul, a CPTM tem integração com outras estações como o Brás, Luz e Palmeiras Barra Funda.
Por outro lado, existem outras alternativas para quem depende das linhas participantes da paralisação. Vale organizar caronas com colegas que moram próximos ou compartilhar carros de aplicativo e, se possível, fazer home office até que o serviço seja normalizado.