Desde o final de 2025, o conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã vem tomando proporções cada vez maiores. Afetando diretamente as rotas e o mercado de petróleo. Principalmente a região do Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico, o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
Sob o comando do Irã, hoje o Estreito de Ormuz está no centro da guerra entre os três países. É alvo de disputas por ser um dos pontos mais estratégicos do planeta quando se trata do mercado de energia. A rota concentra cerca de 20% do petróleo mundial.
A escalada da tensão nas últimas semanas resultou em restrições no tráfego marítimo, em março o Estreito de Ormuz foi bloqueado pela Guarda Revolucionária Iraniana. Atualmente opera apenas sob “condições especiais” e tem acesso negado ou dificultado para qualquer navio de aliados de Israel ou dos Estados Unidos.
A redução de frotas de ônibus pelo preço do diesel

Por ser o principal ativo econômico e o mais seguro em tempos de conflitos geopolíticos, o dólar costuma subir. Isso afeta diretamente o preço do petróleo, pois é a principal moeda na negociação de commodity.
Com o fechamento mesmo que parcial do Estreito de Ormuz atrelado à subida do dólar, o preço do barril tende a aumentar. Com impacto ainda maior em outras moedas, como o real.
As Prefeituras de Teresina, no Piauí, e São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, reduziram “momentaneamente” as frotas de ônibus devido ao aumento no preço do combustível. Em São Paulo, entretanto, as frotas seguem normalmente. Um alerta emitido em março pela Federação das Empresas de Transportes demonstrou preocupação sobre o risco de também precisar adotar a redução na cidade.
O diesel, essencial para a circulação dos coletivos, representa cerca de 25% dos custos de operação do setor. O alerta é um estágio anterior à decisão da diminuição da frota. O objetivo é chamar a atenção do poder público para angariar subsídio financeiro, intensificar a fiscalização nos preços e conseguir negociações com as distribuidoras.
Impactos na vida do paulistano
São Paulo atualmente conta com uma frota de mais de 13 mil ônibus em circulação. Juntamente com os trens e metrôs, são responsáveis pelo transporte de uma parcela muito relevante da população, que depende exclusivamente do transporte público.
Se São Paulo seguir o caminho de Teresina e São Leopoldo e diminuir suas frotas, os impactos afetariam diretamente o cotidiano de passageiros. O serviço é essencial para ir ao trabalho, estudar, acessar serviços de saúde e ainda ter acesso a lazer.
Os possíveis impactos tendem a afetar toda a população. Com o aumento do trânsito caso busquem o transporte individual, substituindo o ônibus por carro ou moto própria. Além do aumento da lotação, já que com menos veículos circulando, os ônibus disponíveis ficarão mais cheios e com maior tempo de espera.
Com um plano ainda em transição, a Prefeitura de São Paulo tem tentado diminuir a dependência do diesel ampliando a frota de veículos elétricos. Atualmente conta com 1.259 veículos. A ação evitaria os milhões gastos em litros de combustível anuais e ainda suavizaria os reajustes de preços. Porém, 95% da frota da cidade ainda é movida a diesel.
