Você sabia que Campinas abriga a segunda maior floresta urbana do Brasil? Provando sua versatilidade ao ter desde arranha-céus a florestas enormes, o estado de São Paulo revela mais um de seus segredos: a Mata de Santa Genebra.
Localizada no distrito de Barão Geraldo, fazendo divisa com o município de Paulínia, a Mata de Santa Genebra é considerada uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE). Isso significa que a mata é um polo de pesquisa científica, voltado à preservação e educação ambiental.
Atrás apenas da Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro em tamanho, a Mata de Santa Genebra tem cerca de 251,7 hectares de área. Com um perímetro de 9 quilômetros e altitude de aproximadamente 670 metros.
Classificada como uma floresta estacional semidecídua, a Mata de Santa Genebra tem, em grande parte de seu território, predominância de Mata Atlântica. Entretanto também sofre influência do Cerrado, o que aumenta o número de espécies vegetais que abriga.
Atualmente, a mata tem 660 espécies de plantas e cerca de 365 animais vertebrados. Em meio ao cenário urbano repleto de prédios, vias movimentadas e grandes empresas, a área se torna um importante banco de biodiversidade.
Tombada pelo CONDEPACC e CONDEPHAAT, a mata recebe pesquisadores e também serve de laboratório vivo para estudos no campo da botânica, ecologia e fauna. Além de fornecer dados para pesquisas sobre os impactos da urbanização sobre as florestas.
O passado do local e a fazenda de café

Atualmente, a área da Mata de Santa Genebra é, na verdade, o que restou da fazenda de mesmo nome no passado. A propriedade, que chegou a ser conhecida como Fazenda Morro Grande, passou por vários proprietários antes de chegar às mãos do Barão Geraldo de Rezende.
Uma das maiores figuras do cenário rural de Campinas, Geraldo administrou a fazenda até o ano de 1907. Sob seu comando, a propriedade se consolidou como a principal produtora de café da cidade, devido ao uso de tecnologias da época e por ter o solo mais fértil do país.
Porém, com as mudanças econômicas da crise do café, o barão declarou falência e as terras foram leiloadas. José Pedro de Oliveira adquiriu o terreno e, enquanto tratava uma tuberculose, aproveitou o ar puro da floresta para ajudar no tratamento da doença.
Após sua morte, em 1981, sua esposa Jandyra Pamplona de Oliveira fez a doação integral da mata para o município. Porém apenas com a condição de que a área teria de ser preservada. Fato que motivou a criação da Fundação José Pedro de Oliveira.
Visite a Mata de Santa Genebra!
Além de abrigar um borboletário de 3 mil metros quadrados que monitora cerca de 706 espécies de borboletas, a mata ainda conta com um viveiro de mudas nativas e um orquidário.
Ambos os espaços servem para abordar a educação ambiental, tanto para escolas quanto para o público geral. Por lá, você descobre mais sobre os ciclos de vida dos insetos e a função das plantas nativas no meio ambiente.

A mata oferece visitas monitoradas mensais gratuitamente no primeiro domingo de cada mês. É preciso apenas se inscrever previamente no site da fundação. Existem alguns roteiros autoguiados, diurnos e noturnos a cada dois meses, também mediante inscrição e com vagas limitadas!
Uma boa dica é ir se aventurar nas trilhas Jatobá e Oeste, que têm percursos que variam de 1 a até 11 quilômetros. No geral, os trajetos tem trechos internos e pela estrada de contorno, e você pode saber mais sobre a natureza e a história local.