Localizada no Morumbi, a mansão do ex-banqueiro do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, passou por vendas, revendas e leilões. Hoje, o imóvel resiste ao tempo, apesar de apresentar sinais de abandono externo.
O terreno, que ocupa praticamente todo o quarteirão na parte mais elevada do bairro, tem vista privilegiada e ótima localização. Ele dá acesso às principais vias do Morumbi e abriga um imóvel de alto valor de mercado.
A residência luxuosa tem cerca de 8.000 metros quadrados e cinco andares. Além de contar com muitos ambientes internos, pois foi pensada para funcionar como uma cidade particular.
Ligado à trajetória do Banco Santos, o imóvel foi considerado símbolo de poder e ostentação no passado. Porém, com a falência declarada da instituição, a construção se tornou o ativo principal na liquidação judicial.
A arquitetura da mansão do banqueiro do Banco Santos

O imóvel, que chegou a abrigar obras de arte de artistas renomados como Basquiat e Di Cavalcanti, tem cinco pavimentos e grandes janelas blindadas. Ao todo, a estrutura tem 80 cômodos e 34 banheiros.
A propriedade possui uma área de lazer com piscinas coberta e descoberta, academia, biblioteca, quadras de tênis e inclusive uma adega com capacidade para cerca de 5 mil garrafas.
A estrutura conta com elevadores, heliponto e um gerador capaz de abastecer uma mini cidade de cerca de 20 mil habitantes. A arquitetura ainda traz acabamentos e detalhes repletos de luxo.

A sala de jantar tem uma parede revestida em ouro e uma mesa de mogno para 24 lugares vinda diretamente do século 19.
E não acaba por aí: a casa ainda tinha um sistema de circulação interna com um elevador exclusivo para levar comida aos quartos. Marca registrada de Ruy Ohtake, a casa tem uma notável influência da arquitetura japonesa.
Estima-se que o custo de manutenção, quando estava em uso constante, era de cerca de 1 milhão de reais ao ano. O valor contemplava a equipe de funcionários, os sistemas da casa e a manutenção dos jardins e piscinas.
Como está hoje e a quem pertence
Atualmente, a propriedade tem uma vegetação densa crescendo ao entorno formando uma “mini floresta”, dando a ela a impressão de ser uma casa abandonada em plena SP. O local chegou, até mesmo, a passar por uma análise para eventual demolição.
O imóvel não pertence mais a Edemar nem à sua família. Ele está em posse do empresário José Janguiê Diniz, que o adquiriu por cerca de 27,5 milhões de reais em um leilão judicial em 2020.
O empresário declarou ter planos de transformar a construção em uma escola de alto padrão, aproveitando assim o tamanho da estrutura e a localização privilegiada. Porém, em 2023, outro projeto ganhou força: a ideia de demolir a mansão e erguer um condomínio no lugar.
Entretanto, até o momento, nenhum dos dois planos prosperou. A casa segue no mesmo endereço, sendo alvo de debates sobre preservação ambiental e a possibilidade de novos empreendimentos no local.