Se tem uma coisa que paulistano adora é arte, seja em museus icônicos ou galerias escondidas pela cidade. Por isso, selecionamos as melhores exposições em cartaz em São Paulo neste mês. Escolha sua favorita e aproveite!
Debret em questão – olhares contemporâneos

A exposição estabelece um diálogo crítico entre 35 gravuras da obra de Jean-Baptiste Debret e releituras de 20 artistas contemporâneos, como Rosana Paulino e Jaime Lauriano. A mostra reescreve a história do Brasil Imperial, questionando a violência da sociedade escravista e promovendo uma disputa simbólica sobre a iconografia nacional.
Uma experiência imersiva e multissensorial inédita que promete ativar o seu “hormônio da felicidade” por meio de ambientes lúdicos e interativos, que estimulam os cinco sentidos. Sucesso em cidades como Londres e Madrid, a mostra garante diversão para todas as idades, reunindo atrações como uma arena de guerras de travesseiros, lagoa de bolinhas com projeções de pôr do sol e uma floresta relaxante.
Fotografia AGNÈS VARDA Cinema

A mostra revela a extensa e menos conhecida produção fotográfica de Agnès Varda, reunindo cerca de 200 imagens, muitas inéditas, feitas em viagens pela China, Cuba e EUA, além de Paris. A exposição investiga as conexões e o diálogo constante entre sua carreira iniciada na fotografia e sua obra cinematográfica.

Esta experiência imersiva em realidade virtual oferece uma viagem no tempo de 4.500 anos até a Pirâmide de Gizé. A exposição, cuja realização contou com a colaboração de egiptólogos da Universidade de Harvard, oferece a oportunidade de explorar corredores proibidos, câmaras funerárias e até mesmo navegar pelo Nilo.
Imbuídos das forças das florestas do Japão – Mestres da carpintaria: habilidade e espírito

A exposição revela a técnica milenar da carpintaria japonesa, que utiliza encaixes perfeitos sem pregos, ressaltando o profundo respeito dos artesãos pela natureza. A mostra, com 87 ferramentas tradicionais, aborda os ofícios de construtores de templos e casas de chá, incluindo uma réplica de uma casa de chá para demonstrar a engenhosidade estrutural.
Ònà Irin: caminho de ferro

Prepare-se para uma imersão poderosa na ancestralidade afro-brasileira. A exposição “Ònà Irin: caminho de ferro”, da artista baiana Nádia Taquary, chega a São Paulo com esculturas e instalações de tirar o fôlego. A mostra investiga a força feminina negra através de búzios, metais e miçangas, transformando o espaço em um território de encontro entre memória, mito e espiritualidade.
Leonardo Finotti – São Paulo, Multiplicidade na CAIXA Cultural

Uma verdadeira ode à metrópole, a exposição “Leonardo Finotti – São Paulo, Multiplicidade” reúne dez séries fotográficas que exploram a interação entre a arquitetura brutalista, a memória urbana e as formas de ocupação contemporâneas da capital. Uma parada obrigatória para quem ama fotografia e quer enxergar a cidade sob uma nova perspectiva.
Fluxos – o Japão e a água

A exposição “Fluxos – o Japão e a água” é uma verdadeira imersão na relação profunda e histórica que os japoneses mantêm com este elemento vital. Com curadoria de Natasha Barzaghi Geenen, a mostra ocupa o segundo andar da instituição e já atraiu mais de 150 mil visitantes.
Knockout! – Pascale Marthine Tayou

A Pinacoteca de São Paulo abre sua temporada com a primeira panorâmica do artista camaronês no Brasil. O público pode explorar instalações monumentais que utilizam objetos cotidianos, como vasos e sacolas plásticas, para refletir sobre temas globais e conferências históricas.

Esta expedição imersiva em realidade virtual transporta o visitante para dentro da catedral mais famosa do mundo. Com óculos de última geração, você passeia pela história do monumento, desde sua construção na Idade Médica até a restauração após o incêndio de 2019.
Experiência para maiores de 8 anos, sendo que menores de 18 anos participam apenas na companhia de um responsável.
Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo

A mostra reúne 25 trabalhos têxteis produzidos com fibras de chaguar por Claudia Alarcón e o coletivo Silät, formado por cem tecedeiras do povo Wichí. As obras exploram cores vibrantes e geometrias que narram mitologias ancestrais e a relação espiritual com o território, transformando o tecer em um ato de resistência.
Leva tempo, mas vai dar tempo – Irmãs Gelli

As artistas cariocas apresentam obras inéditas feitas em cera vegetal e materiais reciclados. O público pode tocar os materiais e observar o processo de transformação das peças, que celebram a sustentabilidade e a contemplação.
Rota da Minhwa: dois espaços, uma experiência

A pintura tradicional coreana ganha vida em duas sedes simultâneas, apresentando o trabalho de 100 artistas contemporâneos. A mostra exibe símbolos de sorte, prosperidade e até obras criadas especialmente para o Brasil, unindo futebol e tradição coreana em um intercâmbio cultural imperdível.
Régis, Cadê Você? – Lucia Lang

Lucia Lang apresenta um ensaio sensível sobre o centro de São Paulo. Suas fotos capturam a “beleza crua” de ruas e becos, transformando a caminhada urbana em uma busca existencial por pertencimento e memória.
Pela primeira vez na América Latina, a exposição recria em realidade virtual 3D o icônico estúdio de Nadar, onde mestres como Monet, Renoir e Degas exibiram suas obras. Explore as galerias, descubra as paisagens que inspiraram o movimento e sinta a energia que mudou o rumo da arte em uma experiência única, ideal para todas as idades a partir de 8 anos.
Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira

A mostra percorre cinco décadas da produção de Deoscóredes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi, destacando sua atuação como artista, pesquisador e sacerdote. Com 170 peças espalhadas por três andares, a exposição promove um diálogo entre as esculturas do mestre e obras de outros 16 artistas do modernismo e das novas gerações.
A mostra exposição leva público para dentro da história do navio, com réplicas fieis e projeções 3D. É a sua chance de reviver a saga, desde a construção até os momentos finais da colisão com o iceberg.
D. João VI – um rei entre dois continentes
A mostra relembra os 200 anos de morte do monarca, propondo uma reflexão sobre o seu legado na formação do Brasil. O público pode conferir peças inéditas de coleções particulares, como uma caricatura de 1817 feita por “O Mulato”, além de objetos pessoais do rei e de Carlota Joaquina.
Existe uma vida inteira que tu não conhece – Allan Weber

Com cerca de 40 obras, o artista carioca Allan Weber transforma o cotidiano dos motoboys em arte. A mostra utiliza bancos de moto, capacetes, lonas de baile funk e caixas-d’água para criar instalações e esculturas que dialogam com a realidade das periferias.
Adote Uma Araucária

A exposição de Cristina Canepa reflete sobre o apagamento da flora nativa de São Paulo. “Adote uma Araucária” reúne 15 obras e um mural de 10 metros sobre a história da araucária, e oferece também ao público sementes para ajudar a reflorestar a cidade.
Um muro entre dois jardins

A coletiva reúne 10 artistas que investigam as fronteiras entre o interior e o exterior, o público e o privado. Utilizando materiais diversos como vidro, cerâmica, concreto e até óleo sobre tricô, a mostra propõe leituras sobre o “muro” não apenas como barreira, mas como ponto de contato.
Ahhh! Beije-me – Hudinilson Jr.

A mostra celebra a obra de Hudinilson Jr., artista que antecipou a cultura do autorretrato muito antes das redes sociais. A exposição traz xerox, colagens e pinturas sobre madeira e tecido, além de objetos pessoais que mostram como vida e arte se uniam para ele. O título vem de seus grafites dos anos 80, tratando de temas como voyeurismo e a liberdade do corpo masculino.
Ocupação Ana Botafogo

Em homenagem à maior bailarina do Brasil, a exposição usa fotos, vídeos, figurinos e sapatilhas para narrar sua trajetória em três atos: vida, obra e legado. O destaque fica para a expografia imersiva que remete aos palcos do Theatro Municipal, incluindo um efeito tridimensional logo na entrada.
Exposições de Sidival Fila & Bernardo Ortiz

A Galeria Luisa Strina recebe duas individuais simultâneas que exploram a materialidade e o traço. Sidival Fila, frade franciscano, apresenta “A dignidade da matéria”, utilizando tecidos antigos (como linhos do século 18) para criar obras que guardam a memória do tempo. Já o colombiano Bernardo Ortiz traz “Um tumulto de titubeios”, onde o desenho funciona como um campo de incertezas e descobertas.
Cores que curam – Ana Augusta Silveira

Nesta individual, a artista paulistana apresenta mais de 20 telas inéditas que exploram a abstração como uma ferramenta de reorganização interna. As obras convidam o visitante a uma experiência contemplativa, perfeito para relaxar a mente neste mês.
Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi

“A Cabeça de Zumbi” apresenta o amadurecimento poético de Rafael Pereira através de 38 pinturas inéditas. Dividida em dois núcleos, a exposição traz retratos e a série “Nbimda”, que retrata divindades do candomblé de matriz Bantu (nkisi).