Criado em março de 1846, o Instituto de Educação Caetano de Campos é a instituição escolar mais antiga ainda em atividade em São Paulo. Também é uma das primeiras escolas normais paulista, instituições direcionadas à formação de professores.
Desde o final do século 19, também manteve uma escola primária e um curso secundário (ginásio/ensino médio) abertos a crianças e jovens em geral. Os docentes formados lá, inclusive, estagiavam e testavam métodos didáticos com os alunos.
Inicialmente, se chamava Escola Normal da Capital e funcionava em um prédio anexo à antiga Catedral da Sé, no centro. Porém, décadas depois, mudou-se para um prédio próprio na Praça da República. O nome atual é uma homenagem ao antigo diretor, Antônio Caetano de Campos, que morreu antes da inauguração.
O projeto do prédio teve a planta e a construção realizadas pelo renomado arquiteto Ramos de Azevedo e seu escritório. Inaugurado em 2 de agosto de 1894, o novo edifício era um símbolo da educação republicana paulista.
Tem estilo eclético, predominância neoclássica e cerca de 225 janelas espalhadas pelos pavilhões. No ano de 1935, passou por reformas para um terceiro pavimento.
Os ilustres ex-alunos do Instituto de Educação Caetano de Campos

Além de gerações de professores, também formou “caetanistas” intelectuais, médicos e juristas ligados à tradição e o prestígio acadêmico da escola.
Entre eles o escritor modernista Mário de Andrade, o também escritor modernista e ex amigo de Mário, Oswald de Andrade, e a poeta, cronista e educadora Cecília Meireles. Dorina Nowill, educadora, ativista pela inclusão de deficientes visuais, foi uma das primeiras alunas cegas em curso regular na escola. Além disso, estudou lá o industrial ítalo-brasileiro Francisco Matarazzo.
Entre os ex-alunos também é possível citar André Franco Montoro, jurista e ex-governador de São Paulo, o pianista Guiomar Novaes e Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de Fórmula 1 que frequentou a escola durante a infância.
O prédio atualmente

Com o Instituto de Educação transferido para outros endereços em 1978, o imóvel passou a abrigar a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo em 2003. Em razão das obras para construção da Estação República do metrô, cogitou-se a possibilidade de demolir o imóvel em 1970. No entanto, a pressão de ex-alunos e professores levou o CONDEPHAAT tombou o patrimônio para preservação.
Por se tratar de um órgão administrativo, não é possível visitar o interior do prédio atualmente. O acervo histórico remanescente, como o mobiliário, livros e documentos, está sob a responsabilidade do Núcleo de Memória e Acervo Histórico ligado à Secretaria.
As novas unidades
Mudando de endereço mais uma vez, a escola se reestruturou em duas unidades localizadas da Aclimação e na Praça Roosevelt. Ambas com o nome Escola Estadual Caetano de Campos.
Embora adaptadas à rede estadual, as escolas continuam públicas até hoje, mantendo a memória e tradição do antigo instituto de educação