Você se lembra do Caveirão? Construído inicialmente para ser um edifício-garagem em 1960, nunca teve sua obra finalizada. Como o próprio nome já sugere, se tornou um caveira em meio aos prédios próximos da Praça da Sé.
Com o passar dos anos, chegou a virar moradia irregular de 60 famílias, mas passou por recente desocupação em 2018. O edifício vinha recebendo ordens de demolição que não foram executadas pelo último proprietário, multado por não cumprir as medidas impostas.
Em fevereiro de 2025, a justiça formalizou a ordem de demolição do prédio e também determinou que o empresário arcasse com os custos de até 6 milhões pelo serviço, que levou cerca de 10 meses para ser finalizado.
Além do Caveirão: Outros “prédios fantasmas” de São Paulo
São Paulo está cheia de prédios abandonados com histórias incríveis que ainda não foram contadas ou pouca gente sabe.
Que tal revisitar alguns deles para conhecê-los melhor e saber o que tem por trás das fachadas vazias e degradadas?
Antigo 2º Batalhão de Guardas e antigo Hospício dos Alienados

O grandioso de 15 mil metros quadrados, localizado na região do Parque D. Pedro II hoje está abandonado, com janelas quebradas, pichações, viaturas abandonadas e paredes de rachaduras aparentes.
Desde 1765, quando foi construído, o prédio já abrigou o Hospício dos Alienados e até um convento. Em 1905 recebeu o 2º Batalhão de Guardas do Exército e, logo depois, a Polícia Militar de São Paulo.
Atualmente aos 184 anos, a construção está prestes a desabar por conta da presença de cupins e pela ação do tempo. Após planos do Governo de São Paulo de ocupar o local nos últimos anos, em janeiro de 2026 o caso finalmente teve um desfecho: a justiça determinou que o prédio seja recuperado e utilizado para algum fim público.
Edifício na Rua Roberto Simonsen
Construído no século 20, o prédio de 5 andares “sobrevive” apenas pela fachada imponente, degradada pelos anos de abandono e o térreo, que funciona como estacionamento desde 2010.
Situado próximo a praça da Sé, ele não tem um nome e, assim como os outros igualmente esquecidos no mesmo quarteirão, não há uma previsão de recuperação, mesmo após ser tombado pelo patrimônio histórico.
Casarão Marieta Teixeira de Carvalho

Construído na década de 80, o casarão que foi residência de Marieta Teixeira de Carvalho, única filha do Coronel Carlos Teixeira de Carvalho, hoje está degradado, com pichações e paredes mofadas.
Mesmo sendo considerado por muitos, uma relíquia paulistana por sua arquitetura clássica, que chama atenção mesmo com os traços do abandono.
Após a morte de Marieta, em 1975, o imóvel permaneceu intacto, até que os herdeiros decidiram pela venda dos móveis do acervo.
Posteriormente, o prédio passou para o Mosteiro de São Bento, atual proprietário. Apesar do tombamento em 1981, o casarão não recebeu investimentos para restaurações o que levou à degradação atual.