Construído e projetado em 1942, em Mogi das Cruzes, o Casarão do Chá é um símbolo da imigração japonesa da cidade. Se tornou Patrimônio Histórico tombado e está aberto à visitação.
Funciona aos domingos, das 9h da manhã às 17h e tem entrada gratuita. Nos demais dias, é possível visitar com monitores. Para ir em grupos turísticos é preciso pagar a entrada.
Projeto do arquiteto e carpinteiro Kazuo Hanaoka, o casarão inicialmente construído para ser uma fábrica, chama a atenção pelo interior revestido em madeira.
A construção se baseou na técnica tradicional japonesa chamada hozo-gumi. A estrutura foi feita através de uma armação de encaixes de eucalipto. Já as paredes de taipa de mão foram adicionadas depois.
O passado na fábrica de chá

O Chá Tokio teve seu auge de vendas no mercado internacional durante a Segunda Guerra. Com o mercado asiático em crise em decorrência dos conflitos, o Brasil foi o país escolhido pela empresa para suprir a demanda. Daí o nome, Casarão do chá.
A fábrica na época se tornou um polo de imigrantes japoneses por ter empregado grande parte deles e seus descendentes que viviam na região. Após anos de atividade, o Casarão do Chá também se tornou um local de convívio para a comunidade nipo‑brasileira da região.
Após o fim da Segunda Guerra, os grandes produtores da Ásia retomaram a produção de chá e o produto produzido aqui perdeu competitividade. O declínio da fábrica começou por volta de 1940, fechando definitivamente as portas no ano de 1968. Após isso, a estrutura virou um depósito de materiais agrícolas.
O que fazer no Casarão do Chá?
A visitação permite ver de perto toda a arquitetura de Kazuo Hanaoka. Além dos painéis que contam a história do chá e da imigração japonesa em Mogi das Cruzes ao longo do espaço.
O casarão ainda abriga exposições, apresentações artísticas, cursos, feiras culturais e eventos que acontecem durante o ano. O famoso festival de cerâmica de Mogi das Cruzes acontece anualmente por lá, no mês de agosto, com entrada gratuita.