Viver em São Paulo é sempre ter a chance de encontrar construções históricas enquanto caminha pela rua, que atravessaram séculos para chegar até aqui. Um dos exemplos mais emblemáticos é o Solar da Marquesa de Santos, localizado no Centro Histórico, próximo ao Pateo do Collegio.
Construído por volta dos anos 1750, o imóvel ganhou fama a partir dos anos 1930, quando se tornou lar para uma figura marcante da história brasileira: Domitila de Castro Canto e Melo, também chamada de Marquesa de Santos. Naquela época, ela ficou famosa por organizar tradicionais bailes de máscaras da elite, mas também por ser amante do imperador.
A presença de Domitila gerou várias lendas em torno do Solar, inclusive a de que seria mal-assombrado! Se você nunca ouviu essa história, fique tranquilo, pois a contaremos em detalhes a seguir.

Entenda as lendas em torno do Solar da Marquesa de Santos
A Marquesa viveu no casarão de 1834 a 1867, junto de seu esposo, o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. Ambos escolheram o local para criar a família, em um período em que o Brigadeiro era também Presidente da Província de São Paulo (similar ao atual cargo de governador).
Muitos pensam que o Solar foi palco para os encontros extraconjugais de Pedro e Domitila. Há quem diga, inclusive, que existe um túnel secreto no casarão, por onde a Marquesa sairia “na calada da noite” para encontrar o amante. Mas não passa de um mito, já que, quando a Marquesa se mudou para lá, o romance dos dois já havia chegado ao fim.
Outra lenda que circunda o Solar da Marquesa de Santos é a de que ele seria mal-assombrado. Isso porque alguns visitantes afirmam ter visto os fantasmas da Marquesa e seu esposo rondando os cômodos do casarão!

Visite um dos imóveis mais antigos de São Paulo!
Após o falecimento da marquesa, o imóvel passou para seu filho, o Comendador Felício Pinto de Mendonça e Castro. No entanto, dificuldades financeiras fizeram com que ele perdesse o imóvel, que passou para as mãos de uma nova família em 1880.
O governo de São Paulo tombou o imóvel em 1971, transformando-o na Secretaria Municipal de Cultura. E desde 2018, ele abriga o Museu da Cidade de São Paulo, com mobiliário, utensílios domésticos e outros objetos da época. Até mesmo a banheira que a Marquesa de Santos usava está preservada no local.
O Museu está localizado na rua Roberto Simonsen, 136 (Sé) e recebe visitantes de terça a domingo, das 09h às 17h. A entrada é gratuita. Então se você quer fazer um passeio para conhecer a história de São Paulo sem gastar muito por isso, já adicione à sua lista para conhecer.
