O Casarão de Nhonhô Magalhães, também conhecido como Casarão Higienópolis, é um dos palacetes históricos que resistem em São Paulo. Inaugurado em 1937, ele abriga hoje o Paço das Artes e recebe eventos esporádicos luxuosos, em um ambiente restaurado que guarda todo o esplendor de sua arquitetura original.
O que poucos sabem é que, por trás de todos os holofotes e da elegância, o palacete guarda uma fama peculiar: a de ser mal assombrado. Conheça a história do Casarão de Nhonhô Magalhães e entenda como esse ícone de Higienópolis se tornou cenário de lendas de arrepiar!

Por que o Casarão de Nhonhô Magalhães tem fama de mal-assombrado?
Carlos Leôncio de Magalhães, o famoso Nhonhô, foi um dos maiores barões do café de São Paulo. Em 1927, o fazendeiro decidiu erguer um imponente palacete na capital, para receber festas e eventos da alta sociedade paulista. Assim, ele encomendou a construção do atual Casarão Higienópolis, cujas obras acabaram em 1939.
Mas o destino pregou uma peça, e Nhonhô faleceu antes da inauguração de seu querido palacete. E para piorar, pouco depois, dois de seus filhos faleceram no casarão: um teria se afogado na banheira e outro supostamente foi enforcado pelo lustre do salão principal.
Esses episódios levaram à lenda de que o Casarão de Nhonhô Magalhães seria amaldiçoado, o que trouxe ainda mais mistério ao local. Coincidentemente ou não, em 1948 — menos de dez anos após sua inauguração — a viúva de Nhonhô decidiu vender o casarão, passando-o para o Governo de São Paulo.

Uma nova fase para o casarão!
Desde que saiu das mãos da família Magalhães, o Casarão teve diversos usos — foi sede da Secretaria de Segurança Pública de 1974 a 1994, por exemplo. Até que, em 2005, a propriedade foi a leilão e acabou arrebatada pelo Shopping Pátio Higienópolis.
Os novos donos investiram mais de R$ 15 milhões para restaurar totalmente o casarão. Foram 10 anos de obras que devolveram ao Casarão de Nhonhô Magalhães (chamado então de Casarão Higienópolis) seu esplendor original. A partir de então, parte do imóvel realizou o sonho de Nhonhô: um espaço para eventos privados de luxo, como casamentos e desfiles de moda, com aluguel de, no mínimo, R$ 40 mil.
Outra parte da propriedade, porém, permanece acessível ao público. Afinal, abriga o Paço das Artes, que promove exposições e atividades culturais gratuitas! Então que tal reservar um dia do fim de semana para conhecer o “casarão mal-assombrado” mais charmoso de São Paulo?