O “maior cafezal urbano do mundo” fica na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, no Instituto Biológico. Atualmente o local é conhecido como área de pesquisa e turismo científico, além de ser um polo de educação ambiental.
Cafezais são, como o nome já sugere, plantações de café. Porém, esse em específico foi planejado em um área experimental e funciona como um “laboratório a céu aberto”. Ali estudam novas variedades de café, pragas e doenças, além de testarem manejos mais sustentáveis.
A área plantada tem cerca de 10.000 metros quadrados. E, dependendo da fase de renovação do plantio, tem quase 3 mil pés de café. Tudo isso em um ambiente 100% urbano, a poucos minutos da Avenida Paulista.
A história do café e São Paulo e a criação do Instituto Biológico

Introduzido no Brasil em 1727 com mudas vindas da Guiana Francesa para o Pará, o plantio do café chegou a se desenvolver bem ali, porém não permitiu grandes avanços econômicos na região. Logo depois, foi trazido à São Paulo através da expansão da lavoura do Sudeste.
Logo que chegou, virou o grande motor econômico do estado, tornando-se inclusive o principal produto exportado para fora do país no século 19. O que possibilitou o financiamento de rodovias e a industrialização que tornou São Paulo a metrópole que é hoje.
Porém, em 1920 surgiu uma praga que ameaçou o ciclo do café e, assim, a economia paulista: a broca‑do‑café, um inseto que passou a destruir as plantações e inutilizar os grãos. Diante da grande crise fitossanitária, o governo paulista criou o Instituto.
Desde então, há quase 100 anos, o local serve para pesquisar e prevenir que novas crises em lavouras de café surjam. Embora não seja mais uma lavoura de caráter comercial, ela ainda permanece em pleno funcionamento.
Hoje o foco não é mais produzir em grandes escalas, mas sim servir para pesquisas e demonstrações científicas. Inclusive para estudos sobre o comportamento de mudas e plantas em ambiente urbano.
Como visitar o maior cafezal urbano do mundo?
Atualmente o espaço recebe visitas guiadas, gratuitas e com grupos limitados. Basta apenas agendar a ida previamente via formulário on-line, pois o instituto recebe visitas apenas em períodos específicos.
O local sedia eventos como o “Sabor da Colheita”, em que o visitante pode participar da etapa da colheita. Conhecendo todo o processamento do café, além de ter a oportunidade de degustar bebidas preparadas por pesquisadores e baristas ao fim da experiência.