Ainda com o projeto básico sendo desenhado, a Linha 22–Marrom chegará com a promessa de levar o passageiro de Cotia ao centro de São Paulo em até 42 minutos. O plano é ter uma composição de metrô subterrâneo que fuja dos congestionamentos quilométricos da Rodovia Raposo Tavares.
Estima-se um investimento de cerca de R$ 8,1 bilhões em obras civis, sistemas e infraestrutura, com construção prevista para durar 8 anos. Somando licenciamentos, obras e projetos, a previsão de entrega é de aproximadamente 11 anos, com inauguração entre 2032 e 2036.
Conforme o anteprojeto de 2025, a linha 22-Marrom terá de 29 a 31,3 quilômetros e terá 19 estações subterrâneas em São Paulo, Osasco e Cotia. O plano é ligar uma ponta a outra, saindo da Estação Sumaré, com integração na linha 2-Verde, e ir até o Terminal Cotia.

Com três tatuzões operando paralelamente nas construções de um mesmo projeto, a ligação se aproxima da escala de grandes obras como a linha 6-Laranja. Além do tatuzão, que escava o solo, remove a terra e reveste o túnel com anéis de concreto, as obras ainda contarão com o NATM: técnica que utiliza o próprio maciço rochoso ao redor do túnel como sustentação.
No entanto, ainda não há previsão para o início das obras, que dependem da conclusão de estudos e contratos. Por isso, 2026 será um ano dedicado ao projeto básico do trecho. Segundo editais publicados, os planos giram em torno de duas grandes fases independentes de construção, que permitem obras com frentes simultâneas.
As fases da expansão da linha 22-Marrom

Fase I – De Sumaré a Cotia-Km 26
O trecho inicial terá a construção majoritariamente operada pelas tuneladoras (tatuzões), o objetivo é ganhar velocidade e impactar o mínimo possível a superfície. Por isso, a previsão é de 3 emboques do tatuzão em pontos como Rio Pequeno, a Reserva Raposo e o Parque Alexandra.
Esse traçado, inclusive, já garante uma grande ligação entre São Paulo, Raposo e Osasco, antes mesmo de chegar até o terminal Cotia.
Fase II – Cotia-Km 26 até Terminal Cotia
Inicialmente, o trecho não abarcava Cotia, porém o Metrô fez alterações no traçado, o que encareceu o anteprojeto. O objetivo é atender a demanda crescente na região, ainda muito dependente dos ônibus.
Além disso, o trecho prevê a extensão da linha após a estação Cotia-Km 26 até o Terminal Cotia. O método usado será o NATM (escavação convencional), que é o mais adequado para a geologia do local.
Operação e capacidade previstas
Segundo estudos do Governo de São Paulo, a Linha 22-Marrom deve beneficiar cerca de 649 mil passageiros por dia. O planejamento é que o trajeto tenha intervalos de até 123 segundos, com possibilidade de diminuir para 100 segundos nos horários de pico. Além disso, a capacidade será superior a 45 mil passageiros por hora em cada sentido.
Prevê-se que a frota conte com 48 trens de 5 carros cada, menores que os de composições antigas e mais adequados às plataformas projetadas recentemente.
Com foco maior em regiões como Osasco e Cotia, o novo traçado visa desafogar o trânsito e reorganizar os ônibus que alimentam o eixo. Consequentemente, o tempo estimado de 42 minutos será vantajoso, já que atualmente as viagens no trecho podem superar as 2h em horários de pico.