Localizado entre São Paulo, Campinas e Sorocaba, o município de Jundiaí é conhecido como a “Terra da Uva” por sua forte tradição vitivinícola, ligada diretamente à imigração italiana da década de 1880.
Também conhecida como “Terra do Sol”, a cidade tem terras muito propensas para a agricultura, com relevo acidentado de altitude com média de 760 metros e um clima tropical ameno. Essas características geográficas ajudaram a tornar Jundiaí a dona de um dos maiores PIBs municipais do estado atualmente.
Além disso, o fato de a cidade ter uma excelente conexão com as principais rodovias paulistas impulsionou seu desenvolvimento na indústria e no comércio. Inclusive, o município ganhou projeção nacional por ser referência em prosperidade econômica nos últimos anos.
Essa verdadeira joia do interior paulista já tinha registros de povoamento em 1669, época em que já existiam evidências da venda de vinhos produzidos na região. Ao longo do período colonial, a cidade se consolidou como uma área rural de grande importância antes de assumir seu perfil industrial e urbano.
A herança italiana e a vitivinicultura
Durante a década de 1880, a cidade recebeu um grande fluxo de imigrantes italianos. Para acolhê-los, foram criados núcleos coloniais destinados às famílias recém-chegadas da Europa. Em busca de oportunidades e trabalho, muitos imigrantes se instalaram nessas áreas rurais.
Inclusive, em meados do século 20, Jundiaí chegou a ter mais de 50% de sua população composta por descendentes diretos de italianos. Atualmente, estima-se que cerca de 75% dos moradores locais tenham raízes na Itália, o que faz do município uma das maiores colônias italianas do país.
Com a bagagem cultural dos imigrantes, veio também todo o conhecimento sobre a produção de vinho. Inicialmente, a agricultura local concentrava-se no café e nas lavouras de subsistência, mas o cultivo de uva logo se tornou a principal base econômica da região.
A atividade passou a integrar a gastronomia, as festas religiosas e a memória coletiva do município.
Jundiaí: A Terra da Uva

Por volta de 1890, a variedade de uva chamada Niágara Branca foi introduzida aos parreirais locais por se adaptar melhor ao clima da região. Anos mais tarde, em 1933, uma mutação genética natural em um dos parreirais deu origem a outra variedade: a Niágara Rosada.
Rapidamente, a nova variedade ganhou projeção nacional, consagrando-se como a uva típica do município. Assim, a Niágara Rosada tornou-se uma das uvas de mesa mais cultivadas do Brasil e consolidou Jundiaí como a “Terra da Uva”.
Hoje, quem busca turismo de experiência na região encontra excelentes adegas em Jundiaí. A cidade conta com 14 adegas produtoras de vinho, sendo 12 delas localizadas na Rota da Uva, um circuito turístico charmoso e de produção artesanal centenária.

O turismo em torno da produção vinícola é expressivo, atraindo visitantes de todo o estado e do país para visitas guiadas, compras e degustações. Essa tradição é tão prestigiada que até mesmo os Papas Bento XVI e Francisco já degustaram os vinhos locais em suas visitas ao Brasil.