Passear pelo Centro Histórico de São Paulo significa mergulhar em séculos de memória, e o Solar da Marquesa de Santos é um dos marcos arquitetônicos mais fascinantes dessa jornada. A construção de 1750 resguarda as fundações do antigo Palacete do Carmo, com paredes erguidas pela técnica de taipa de pilão.
Apesar da arquitetura histórica, o casarão ganhou fama por abrigar Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos. Conhecida por seu relacionamento extraconjugal com Dom Pedro I, Domitila adquiriu a propriedade em 1834 e viveu lá até seu falecimento, em 1867. Naquela época, o endereço se tornou palco de grandes festas e bailes de máscaras da elite paulistana.

“Casa da amante de Dom Pedro” guarda mitos e supostos fantasmas
Muitos acreditam que a casa da Marquesa de Santos em São Paulo servia como um refúgio para seus encontros extraconjugais com o imperador. Há quem diga, inclusive, que o casarão tinha túneis secretos por onde Domitila sairia “na calada da noite” para encontrar Dom Pedro.
Mas os fatos desmentem: Domitila já havia terminado o relacionamento com o monarca quando adquiriu a residência. Aliás, ela viveu lá com seu segundo esposo, o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, após ser afastada da corte real brasileira.
De qualquer forma, a presença de Domitila gerou diversas lendas sobrenaturais ao redor do Solar da Marquesa. Visitantes e curiosos frequentemente relatam ter visto os fantasmas do casal rondando os cômodos, o que mantém viva a aura de mistério do casarão.

Você pode visitar o Solar da Marquesa de Santos sem pagar nada!
Após o falecimento de Domitila de Castro, o casarão passou por diversas fases: serviu como Palácio Episcopal da Mitra Diocesana em 1880 e sede da Companhia de Gás (Comgás) em 1909. Neste período, grandes reformas deram à fachada o seu estilo neoclássico atual.
O Solar da Marquesa de Santos se tornou patrimônio histórico estadual em 1971, enquanto a preservação municipal foi oficializada vinte anos depois. Atualmente, a casa abriga a sede do Museu da Cidade de São Paulo e preserva objetos originais da época.
A visita oferece exposições de arte, documentação fotográfica e roteiros históricos gratuitos. Além disso, você pode conhecer um objeto inusitado: a antiga banheira de Domitila, que sobreviveu ao tempo e resguarda a memória de uma das mulheres mais conhecidas (e controversas) da história brasileira.
📍 Onde: Rua Roberto Simonsen, 136 – Sé
🕰️ Horário: Terça-feira a domingo, das 9h às 17h
🎟️ Valor: Entrada gratuita, sem necessidade de retirar ingressos
🏠 Mais informações: Confira o site oficial do Museu da Cidade de São Paulo
