A Parada Inglesa é um dos endereços mais desejados por quem procura morar na Zona Norte de São Paulo. Com perfil residencial, comércio e acesso fácil ao transporte público, o bairro une o útil ao agradável: a rotina mais tranquila da ZN e a conexão direta com o Centro, via Linha 1-Azul do Metrô.
Mas você já se perguntou qual é a origem do nome Parada Inglesa? Por trás dessa denominação curiosa, existe uma história que remonta aos tempos áureos das ferrovias paulistas e à presença de um engenheiro britânico: William Harding.

A curiosa história da Parada Inglesa
Antes de se tornar o bairro que conhecemos hoje, a Parada Inglesa era uma região rural que recebeu a Estrada de Ferro (o famoso Tramway) da Cantareira. Inicialmente, a linha transportava apenas materiais para a construção de uma adutora voltada ao abastecimento de água da região. No entanto, em 1895, a via passou a transportar passageiros.
William Harding faz parte dessa história. O inglês chegou ao Brasil em 1889 para trabalhar na construção das ferrovias e, em 1903, comprou terras da antiga Fazenda Itaguaravi. Foi nessa propriedade que ele fundou a Vila Harding, primeiro núcleo urbano da atual Parada Inglesa.
Naquela época, a Estrada de Ferro da Cantareira passava pela atual Rua Tramway. Como ainda não havia estações formais, William Harding aguardava à beira dos trilhos a passagem do trem. Reza a lenda que, ao vê-lo, os passageiros gritavam: “Pare o trem para o inglês entrar!” Com o tempo, o ponto ficou conhecido como a “parada do inglês” e, finalmente, a parada inglesa.

Do trem ao metrô: o crescimento do bairro
Como em outros bairros paulistanos, a transformação da Parada Inglesa veio sobre trilhos: primeiro pelo Tramway da Cantareira e, mais tarde, pela chegada do metrô.
A Estação Parada Inglesa, da Linha 1-Azul, foi inaugurada em 29 de abril de 1998. Desde então, o bairro atrai moradores de outras regiões e passa por uma verticalização intensa, com a substituição de antigos sobrados por novos edifícios residenciais.
Por isso, podemos dizer que o bairro guarda a memória de uma São Paulo ferroviária. Ao mesmo tempo em que se transforma diariamente, impulsionado pelo metrô e pela forte dinâmica urbana da Zona Norte.
