Interditada desde 2025, a travessia que ligava Santos a Cubatão, na Baixada Santista, agora sofre interdição total para veículos no trecho da ponte do Rio Casqueiro, na Rodovia Caminho do Mar (SP-148). Este ano, o Departamento de Estradas de Rodagem registrou uma ocorrência por risco de queda da estrutura.
A ponte do Casqueiro, batizada com o mesmo nome do rio que cruza, fica no km 59 da Rodovia Caminho do Mar, também conhecida como Estrada Velha de Santos — um local histórico e turístico entre o Planalto Paulista e a Baixada Santista.
A rodovia abriga o Parque Caminhos do Mar, que reúne trilhas com trechos de Mata Atlântica e mirantes. Além disso, a região possui 8 monumentos históricos ligados a Dom Pedro I e à Independência do Brasil.
Os problemas da ponte do Rio Casqueiro
Durante uma inspeção subaquática, o Departamento de Estradas de Rodagem identificou que a fundação da ponte tinha se deslocado. Essa conclusão gerou preocupações sobre a instabilidade da estrutura.
No entanto, a suspensão do tráfego por meio da interdição ocorreu de maneira preventiva, a fim de evitar que veículos utilizem a estrutura comprometida.
Desde setembro de 2025, a instabilidade da ponte traz impactos para a Vila dos Pescadores e a Vila Pelicas, em Cubatão, e para o Jardim Piratininga, em Santos. Segundo os comerciantes locais, a travessia é fundamental para a locomoção até Santos e para o abastecimento de seus estabelecimentos.
Inclusive, o desvio do tráfego de caminhões e veículos pesados tem causado transtornos nas regiões do Jardim Piratininga e da Vila dos Pescadores, por provocar danos à pavimentação e à fiação.
Reparos e previsão de reabertura

Atualmente, existe um plano de recuperação em duas etapas, com objetivos distintos:
Etapa emergencial: Busca reforçar os apoios comprometidos da ponte a fim de estabilizar a estrutura. Em julho, quando as obras começaram, a previsão de conclusão desta etapa era para o final de novembro deste ano.
Após a finalização, a ponte passará por testes para avaliar a retomada do tráfego de veículos leves.
Recuperação completa: Nesta segunda e última etapa, a intervenção será mais ampla. Em setembro, o prazo para a finalização era de até 20 meses após o término da primeira fase, projetando a conclusão para 2028.
O plano ainda menciona estudos de acessibilidade e segurança para pedestres, além de avaliar a possibilidade de implantar uma ciclovia no local.