Quem passa pela Rua Bom Pastor, no Ipiranga, pode achar que o Palácio dos Cedros é apenas um espaço para eventos chiques na cidade, mas não se engane: o casarão já foi residência da família Jafet, uma das mais ricas de São Paulo no século XX.
Com quatro andares e mais de 50 cômodos, a emblemática construção foi projetada pela construtora de Heribaldo Siciliano, também responsável por outras belezas arquitetônicas de SP, como o Palácio dos Correios e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A história do Palácio dos Cedros
Inaugurado em 1923, a residência foi lar de um dos irmãos Jafet, Basílio, e sua esposa, Adma. A família, de origem libanesa, foi pioneira na industrialização paulistana, constituindo um dos maiores grupos empresariais do país. O nome Palácio dos Cedros foi dado por conta do jardim cercado de cedros, uma vegetação originária do Líbano.
Dez anos após a morte de Basílio Jafet, em 1957, suas filhas deixaram o imóvel. Depois disso, ele foi alugado e vendido para uma empresa que passou a utilizá-lo como espaço para eventos de alto nível. Em 2005, o palácio foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP), junto com mais cinco moradias da família Jafet no bairro do Ipiranga.

É possível visitar o Palácio dos Cedros?
Infelizmente, a visita ao Palácio dos Cedros não é livre. O local funciona como um espaço de eventos para festas de casamento, debutantes, desfiles e encontros corporativos, mediante reservas que podem custar até R$ 70 mil.
Ainda assim, a imponente residência dos Jafet é uma construção que destaca o legado da família na capital e sua contribuição para o desenvolvimento da cidade. Por isso, vale a pena conhecer sua história e, quem sabe, visitar quando surgir uma oportunidade.