Um projeto ambicioso de mobilidade urbana prevê uma mudança drástica na forma como os paulistanos se locomovem pela capital. A Linha 16-Violeta promete ligar Oscar Freire, região nobre da Zona Oeste, até Cidade Tiradentes, no extremo leste, em apenas 30 minutos — algo que seria impossível atualmente, com tamanho caos no trânsito de São Paulo.
O novo ramal faz parte do plano de expansão do metrô de SP, e quando sair do papel, poderá beneficiar mais de 225 milhões de passageiros por ano. Com início das obras previsto para 2026, a Linha 16-Violeta já se coloca como uma oportunidade de ligar dois bairros tão distantes, aproximando, portanto, pessoas e oportunidades.

Como será a Linha 16-Violeta?
Com previsão de 32 quilômetros de extensão e 25 estações, a Linha 16-Violeta será uma das maiores expansões já realizadas no metrô de São Paulo. Ligando a Oscar Freire à Cidade Tiradentes, o trecho permitirá atravessar a cidade em apenas meia hora, com integração com outras linhas e terminais.
O projeto está agora na fase de estudos de viabilidade, cuja liderança está com a empresa Acciona, que também é responsável pela Linha 6-Laranja. A concessão deve ocorrer em 2026, e a inauguração está prevista para 2040.

Linha dos Parques
Apesar de ainda estar no papel, a 16-Violeta já ganhou o apelido de “Linha dos Parques”. Isso porque muitas estações estarão próximas às principais áreas verdes de São Paulo, como o Parque Ibirapuera, da Água Branca, da Aclimação e o Ceret. Assim, o objetivo é que ela facilite o acesso dos paulistanos a espaços de lazer sustentáveis, democráticos e acessíveis.
A construção da linha se dará em duas fases. A primeira ligará a Oscar Freire a Abel Ferreira, com 16 estações. Já a segunda completará o trajeto de Abel Ferreira até Cidade Tiradentes, com as nove estações restantes.
