Após meio século nas catracas paulistanas, o Bilhete Edmonson se prepara para sair de circulação. O bilhete de papel, que marcou gerações de passageiros do Metrô, chegará ao fim em 31 de outubro, representando a transição entre a era analógica da mobilidade e o fortalecimento dos meios digitais.
Bilhete Edmonson ajudou a moldar o acesso ao metrô
Criado no século 19 pelo inglês Thomas Edmondson, o Bilhete Edmonson é um modelo de passagem em papel-cartão presente em sistemas ferroviários de todo o mundo. Seu formato padronizado facilitava a emissão, o controle de tarifas e a validação das viagens, sendo uma solução prática para o transporte coletivo durante décadas.
Em São Paulo, ele acompanhou a trajetória do metrô por 52 anos, desde a inauguração em 1974. Por isso, o pequeno papel magnético se tornou um elemento familiar na rotina paulistana, tanto para trabalhadores e estudantes quanto para turistas.

Por que o bilhete magnético deixará de existir?
O fim do Bilhete Edmonson busca modernizar os meios de cobrança e acesso, diminuir os custos e reduzir o descarte de papel-cartão. Segundo o Metrô, bilhetes magnéticos geram altos custos de impressão, distribuição, venda presencial e manutenção de equipamentos, ao mesmo tempo em que oferecem menos possibilidades de recarga e integração.
Por isso, a partir de 31 de outubro, os passageiros deverão aposentar seus cartõezinhos e recorrer a outras opções de acesso e pagamento. Por exemplo:
- Cartões eletrônicos recarregáveis, como Bilhete Único e Cartão TOP;
- QR Code digital ou impresso (este último disponível para compra nas bilheterias das estações);
- Pagamentos em crédito ou débito por aproximação, seja por cartão, celular ou relógio inteligente.
A previsão é que, entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, os usuários possam trocar seus bilhetes Edmonson restantes em postos de atendimento do Metrô de São Paulo.
