Em agosto, o principal evento de arte e tecnologia do Brasil chega a São Paulo em sua 26ª edição no Centro Cultural FIESP. O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE tem entrada gratuita com exposições, palestras e simpósios que vão te fazer refletir sobre a relação entre o ser humano e as máquinas.
O festival já faz parte da vanguarda do movimento que liga arte, tecnologia, sociedade e ciência. Seu principal objetivo é aproximar programadores, pesquisadores, cientistas e educadores do público geral.
Como uma das exposições em São Paulo mais aguardadas do ano, a mostra convida o visitante para ser não apenas um observador, mas também um coautor e participar ativamente das experiências propostas. Seja jogando ou entrando em espaços imersivos.
No geral, o conceito é simples: você participa e até mesmo interfere no resultado visual e sonoro das obras expostas. Provando assim que a arte e a criatividade podem ser um processo coletivo entre humanos, sistemas tecnológicos e inteligências artificiais.
Desde os anos 2000, Ricardo Barreto e Paula Perissinotto organizam o festival através de uma ONG cultural. As exposições já aconteceram em vários estados do Brasil e no exterior, como Japão, Angola e EUA, mas a capital paulista segue como a sede principal do FILE.
O que esperar da 26ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE

Este ano, o festival reúne 60 obras de artistas de 48 países. A exposição central, “INTER-CRIATIVIDADE”, aborda como a tecnologia se tornou um agente ativo nos nossos processos criativos, deixando de ser apenas uma ferramenta auxiliar.
Inclusive, a mostra faz uma provocação capciosa quanto às discussões recentes sobre IA substituindo artistas, propondo a reflexão sobre humanos e máquinas criarem em conjunto. Além de discutir quais são os limites e as implicações dessa parceria.
Outro ponto forte da exposição é mostrar que, mesmo com algoritmos e inteligências artificiais sendo capazes de criar imagens, textos e sons, os aspectos humanos prevalecem. E principalmente impedem a tecnologia de apagar a voz do artista.

Uma das obras principais convida o público para a experiência de criar um perfume único a partir de lembranças e sentimentos. O Algorithmic Perfumery, do artista e cineasta Frederik Duerinck, no qual o visitante fornece informações para formular sua própria fragrância em parceria com a IA.
A programação é extensa e conta com dezenas de experiências interativas. A mostra ainda oferece três workshops gratuitos, de 20 a 22 de agosto, voltados a pesquisadores, programadores e ao público interessado.
Em resumo, as aulas ensinam muito mais do que ferramentas e usabilidade: elas convidam o participante a experimentar novos caminhos para fazer arte e refletir sobre como as mudanças tecnológicas afetam nossas vidas.
Programe-se para conferir o festival!

A visitação ao Festival Internacional de Linguagem Eletrônica acontece de 20 de agosto a 11 de outubro, no Centro Cultural FIESP.
A galeria de arte funciona de terça a domingo, das 10h às 20h. Já a galeria de arte digital opera diariamente, das 10h às 20h. A entrada é gratuita e não há necessidade de reserva prévia de ingressos.