O bonde está de volta a São Paulo — mas não como os que você já viu em fotos sépia e cartões-postais antigos. Após anos de debates, a Prefeitura decidiu apostar no Veículo Leve Elétrico (VLE), uma espécie de “bonde sem trilhos” que se move por uma “linha férrea virtual”.
A promessa é que o modal cruze o Centro Histórico, conectando o Mercado Municipal, a Rua 25 de Março e outros pontos de interesse da cidade.

Será que teremos o bonde de volta a SP?
A discussão sobre o retorno dos bondes à cidade ganhou força nos últimos anos como parte do plano de revitalização do Centro, com foco em mobilidade sustentável.
Inicialmente, o projeto se chamava Bonde São Paulo e previa um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) tradicional. Em abril de 2026, porém, a gestão municipal anunciou a troca do VLT por um VLE, cuja tecnologia já está em teste em Curitiba.
Trata-se de um veículo sobre pneus guiado por “trilhos virtuais”: sensores magnéticos sob o asfalto delimitam o trajeto. Segundo a Prefeitura, a mudança permitirá economizar R$ 2 bilhões, pois requer menos obras pesadas e intervenções profundas no solo.
Críticos do projeto, porém, questionam se o VLE não será apenas um ônibus “caro e gourmetizado”. Muitos também defendem que o VLT seria um retorno simbólico do “bonde verdadeiro” a São Paulo.

Por onde passará o “bonde sem trilhos” em São Paulo?
O projeto do VLE prevê, inicialmente, duas linhas com cerca de 12 quilômetros de extensão. Elas ligarão bairros como Brás e Bom Retiro ao Centro Histórico, atendendo atrações culturais e polos de compras da cidade.
Estima-se também que o “bonde sem trilhos” tenha integração com cinco terminais de ônibus, nove estações de metrô e duas de trem. Dessa forma, ele também poderia desafogar o grande fluxo de outros modais de transporte da capital.
A obra funcionará por meio de uma parceria público-privada, cuja licitação está prevista ainda para 2026. Caso o cronograma se mantenha, estima-se que o “bonde sem trilhos” de São Paulo seja inaugurado até o início de 2030.
