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Imponente e decadente: o que acontecerá com o Casarão do Anastácio?

By São Paulo Secreto

Casarão do anastacio

Construção foi tombada em 2013 e até hoje não foi revitalizada.

Se você já passou pelas duas pontes de acesso da Marginal Tietê à Rodovia Anhanguera, com certeza já avistou a imponente construção que margeia o conjunto de avenidas. Trata-se do Casarão do Anastácio, patrimônio histórico tombado que, infelizmente, hoje está em plena decadência.

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De mãos em mãos

O terreno de 180 mil metros quadrados que hoje abriga o Casarão já passou por várias mãos. A primeira delas foi a do coronel Anastácio de Freitas Troncozo, em 1823. É dele que veio a inspiração para batizar a constrição que viria a ser erguida no século seguinte.

Em 1856, foi comprado por Domitila de Castro Canto e Mello, a Marquesa de Santos, e por seu marido, o brigadeiro Tobias de Aguiar. Os novos donos, então, construíram lá uma casa feita de taipa de pilão, onde a esposa passava os finais de semana. Alguns documentos encontrados na USP, inclusive, sugerem que Domitila era bastante tolerante com seus escravos. É considerado até mesmo que a fazenda foi o local onde surgiu o primeiro quilombo da capital paulista.

Com a morte de Tobias e Domitila, em 1857 e 1867, respectivamente, a fazenda foi deixada para herdeiros. Por fim, acabou sendo dividida em vários lotes e vendida para diferentes empresas. Uma delas, a Companhia Armour do Brasil, desejava construir uma hospedaria para os funcionários de seu frigorífico. Foi aí que a estrutura conhecida hoje como Casarão do Anastácio finalmente surgiu, em 1920, no lugar onde antes ficava a casa de Domitila.

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Decadência, tombamento e planos para o futuro

Em 1960, com a venda do terreno para outra empresa, o Casarão entrou em desuso. Com o tempo, a vegetação tomou conta do lugar, que começou a se decompor.

Para impedir a demolição da construção, a Secretaria Municipal de Cultura protocolou um pedido de tombamento histórico, em 1992. O processo só foi concluído 21 anos depois, em 2013. Na resolução, considerou-se que “a edificação (…) tem características arquitetônicas e ambientais que a tornavam uma referência para a população”.

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E agora, anos depois do Casarão do Anastácio ser tombado, nada mudou por lá. De acordo com o site Pirituba.net, em artigo de 2017, o terreno foi comprado pela empresa EZTEC, que anunciou por lá um empreendimento imobiliário de dois a quatro dormitórios. As obras, aparentemente, ainda não foram iniciadas, mas esperamos que a integridade do casarão seja mantida.

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O nosso leitor Kioma Ferreira nos procurou para contar a história desse local pouco conhecido pelos paulistanos. Ele preparou um vídeo com a história e imagens do casarão e você pode conferir aqui:

Foto de capa: Guilherme Augusto Zapater Bruno/Google

Tags: história