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Cultura O Que Fazer

Exposição de Maria Martins reúne esculturas e gravuras da artista no Masp

Giulia Trecco Giulia Trecco - Editora | São Paulo Secreto

exposição masp maria martins

‘Desejo imaginante’ é o nome da mostra que inclui 45 trabalhos da artista modernista.

Até fevereiro de 2022, a mostra “Maria Martins: desejo imaginante” acontece no Masp. O título desta exposição deriva de uma obra de Martins chamada Désir imaginant, cujo paradeiro atual é desconhecido, inclui 45 trabalhos, entre esculturas e gravuras, produzidos nas décadas de 1940 e 1950, além de 41 publicações e fotografias que narram a história da artista.

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A mostra é dividida em 5 núcleos que abordam como Maria Martins articulou os diversos imaginários acerca do Brasil e dos trópicos ao longo de sua produção. Para visitar, basta comprar o seu ingresso através do site do Masp.

Sobre a artista

Maria Martins é uma artista fundamental na história do modernismo brasileiro e no panorama do surrealismo internacional. Ela é conhecida por suas esculturas em bronze, seus desenhos e suas gravuras que representam figuras femininas híbridas, bem como mitologias indígenas amazônicas, afro-brasileiras e da antiguidade clássica. Esta é a mais ampla exposição dedicada à artista e no MASP é contextualizada num biênio da programação dedicado às Histórias brasileiras, em 2021-22.

Foi nos anos 1940, após mudar-se para os Estados Unidos, que Maria Martins se tornou mais conhecida como artista e intermediadora cultural, obtendo rápida inserção no circuito internacional. O fato de ter desenvolvido grande parte de seu trabalho no exterior a impediu de participar ativamente dos movimentos modernistas brasileiros. Porém, Martins não deixou de realizar suas leituras e contribuições únicas a respeito de certa visualidade nacional, o que acabou lhe rendendo a alcunha de “escultora dos trópicos”. A artista buscou nas mitologias amazônicas e na cultura afro-brasileira referências para suas primeiras obras, dialogando com as tendências modernistas brasileiras da primeira metade do século 20. No entanto, a partir
de meados dos anos 1940, ela deixou de lado uma visualidade comumente associada ao Brasil e passou a criar suas próprias mitologias em peças de bronze de médias e grandes dimensões.

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Questões relacionadas ao desejo, ao erotismo e a uma ideia de feminino sempre estiveram presentes na prática artística de Martins e ganham ares “monstruosos” e inquietantes, desafiando a moralidade da época e as expectativas do público internacional a respeito do trabalho de uma artista brasileira.

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