O tempo médio que o paulistano gasta diariamente no transporte público aumentou em quase uma hora desde o final do século passado. Nos anos 1990, o deslocamento pela cidade exigia entre 1h30 e 1h50. Atualmente, o cenário nas estações de metrô e nos pontos de ônibus reflete um trajeto consideravelmente mais longo.
A evolução dos números revela que o maior salto ocorreu na virada do milênio. Na década de 2000, o tempo médio de viagem subiu para a faixa de 2h15 a 2h25. Essa rotina é marcada pelo fluxo constante de passageiros, em um sistema que sofre recorrentemente com atrasos e lotação.
Paulistano gasta quase 10% do dia em trânsito
Em 2010, o tempo gasto no trânsito continuou a crescer, atingindo marcas entre 2h28 e 2h45. Dezesseis anos depois, os cidadãos de São Paulo atingem o tempo médio ápice: até 2h47 diárias no transporte público, ou mais de 10% do dia.
Recentemente, um levantamento da Folha de S.Paulo com dados da SPTrans explicou a demora: nos horários de pico, os ônibus de São Paulo trafegam a uma média de 12 km/h. Essa velocidade, inferior à de galinhas ou patinetes elétricos, ocorre pela falta de prioridade do transporte público nas vias, que comportam cada vez mais veículos particulares. Será que, no futuro, o número aumentará ainda mais?
Nota da redação: Artigo escrito em colaboração com Pryscila Carmo, produtora de vídeo do São Paulo Secreto.
