Natal debaixo d’água? Saiba como estão as previsões para o fim do ano com o Super El Niño para se planejar. Os boletins oficiais apontam que haverá uma intensificação do fenômeno que pode causar temperaturas acima do normal e um intenso período chuvoso no Sudeste.
O governo de São Paulo se prepara para um período chuvoso potencialmente muito forte por meio da SP Sempre Alerta – Operação El Niño 2026/2027. Em decorrência do prognóstico de eventos extremos, existe um cenário de preparação reforçada de novembro a janeiro.
Já no âmbito federal, a iniciativa conjunta Painel El Niño 2026–2027 reúne órgãos como o Inpe, Inmet e Cemaden para prever e analisar os possíveis impactos do fenômeno no Brasil.
Focadas no mesmo objetivo, as iniciativas possuem funções complementares.
Enquanto o painel reúne informações e acompanha a evolução do El Niño e seus possíveis impactos em São Paulo, a operação do governo paulista monitora as previsões, emite alertas à população e realiza ações de prevenção de acidentes e mortes.
As previsões para o fim do ano

O Painel El Niño 2026–2027, divulgado em 31 de outubro e atualizado em 4 de novembro, aponta a probabilidade de a intensidade ir de forte a muito forte a partir de novembro.
Por isso a adição da palavra “Super” ao nome do El Niño: a expressão descreve episódios muito intensos do mesmo fenômeno. As previsões indicam que ele pode atingir uma intensidade ainda maior, a depender do aquecimento do Pacífico ao longo dos dias.
Há previsões de chuva acima da média no trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027 no Sul, em partes do Sudeste e no Centro-Oeste. Junto da chuva, o prognóstico indica temperaturas altas e fora da normalidade.
Por fim, o painel também informa que a intensidade e a localização dos fenômenos dependerão da evolução dos cenários oceânicos e atmosféricos.
Ações de prevenção em São Paulo

Com base nisso, a Prefeitura de São Paulo divulgou os próximos passos, como a carteira de reservatórios, a canalização de córregos e a ampliação de galerias.
Desde 2021, seis reservatórios foram entregues, com capacidade conjunta de 853 mil metros cúbicos; atualmente, existem mais dez em construção.
No entanto, nem todas as obras de prevenção estarão concluídas até o Ano Novo. Algumas intervenções têm conclusão prevista apenas para 2027, como os reservatórios dos córregos Paraguai/Éguas e Uberabinha.