Segundo o boletim da agência americana NOAA, o pico do El Niño tem data marcada para o fim de 2026. A previsão ainda alerta sobre o fortalecimento do fenômeno e projeta a manutenção de uma intensidade de forte a muito forte até março de 2027.
Fase quente do fenômeno El Niño – Oscilação Sul, o El Niño caracteriza-se pelo aquecimento acentuado das águas do Pacífico Equatorial central e leste. Esse fenômeno também acompanha mudanças na circulação atmosférica. Já a La Niña caracteriza-se pela fase fria do mesmo sistema.
Em condições normais, os ventos alísios empurram as águas quentes em direção à Ásia enquanto as águas frias se aproximam da América do Sul.
Porém, durante o El Niño, os ventos perdem força. Com isso, as águas quentes deslocam-se para o leste e influenciam as áreas de formação de nuvens e chuva no Pacífico. Isso altera os padrões de vento e temperatura esperados em todo o planeta.
Por isso, o fenômeno não se resume apenas a ter mares mais quentes, mas sim a uma interação complexa entre o oceano e a atmosfera. Nos últimos dias, os boletins da NOAA registraram o aquecimento das águas e as mudanças nos ventos, além de fortes chuvas compatíveis com o El Niño.
Como o pico do El Niño afetará São Paulo nos próximos meses?

Embora tenha sido um dos assuntos mais comentados do ano, a confirmação das consequências do El Niño ocorreu apenas a partir de junho de 2026.
O boletim de 8 de outubro da NOAA, por exemplo, localizou uma anomalia de +2,1 °C na região de monitoramento Niño 3.4 e valores superiores a +4 °C em partes do Pacífico Equatorial. Esses números referem-se à temperatura da superfície do mar durante o período de medição.
Para os próximos meses, o Painel Nacional já prevê temperaturas acima do normal em quase todo o Brasil, com maior probabilidade de chuvas acima da média no Sudeste e efeitos distintos entre a capital paulista, o interior e o litoral.
Quanto às demais regiões do Brasil, as tendências sazonais acendem um alerta meteorológico vigente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com maior probabilidade de chuvas acima da média. Já regiões como o Norte e o Nordeste tendem a registrar menos chuvas e temperaturas elevadas.
Vale ressaltar que, ainda segundo a NOAA, o El Niño altera as previsões climáticas e, mesmo em episódios mais fortes, seus impactos não são totalmente garantidos.
Como se proteger?

Segundo a Defesa Civil, para identificar locais vulneráveis, é preciso dobrar a atenção em regiões de encosta, locais com histórico de alagamentos e margens de rios. Além disso, residências em terrenos inclinados demandam atenção constante pelo risco de deslizamentos.
Da mesma forma, as regiões sujeitas a estiagem, calor excessivo e incêndios também devem permanecer em alerta e acompanhar os boletins emitidos.