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Cultura O Que Fazer

8 mulheres que marcaram a história de São Paulo

By Giulia Trecco

mulheres marcantes de São Paulo

Você conhece alguma dessas personalidades da capital paulista?

Escritoras, arquitetas, artistas e outras personalidades de São Paulo tiveram papeis importantes na história de suas épocas. Neste Dia Internacional da Mulher, relembre a trajetória de mulheres paulistanas que foram marcantes nas suas áreas.

Veja também: 9 mulheres que dão o nome a ruas de São Paulo

Confira as histórias contadas pela Prefeitura de São Paulo das personalidades marcantes da cidade:

Laerte

Laerte Coutinho, mais conhecida como Laerte, é uma cartunista e chargista, considerada uma das figuras mais importantes e influentes no Brasil. Nascida em São Paulo, em 1951, é autora de diversos HQ’s famosos, como “Piratas do Tietê”. Faz críticas pontuais sobre a vida contemporânea, sempre com um toque de humor. Além de ter diversas obras publicadas e charges em um dos principais jornais da cidade, também escreveu para a “TV Colosso” e para a “TV Pirata”. Em 2012, fundou a Abrat – Associação Brasileira de Transgêneros, inovando e promovendo conversa e debate em torno do tema da transgeneridade.

Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles é uma escritora, romancista e contista paulistana. É a grande representante do movimento pós-moderno no Brasil e membro da Academia Paulista de Letras, da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa. O estilo de Lygia Fagundes Telles é caracterizado por representar o universo urbano e por explorar de forma intimista, a psicologia feminina.

Maria Esther Bueno

Nome consagrado no tênis brasileiro, Maria Esther Bueno foi a primeira mulher a ser campeã de duplas nos quatro torneios mais importantes do mundo. Nascida na cidade de São Paulo, começou a praticar tênis ainda muito jovem e ganhou seu primeiro torneio aos 12 anos. Aos 14, era campeã nacional. Conquistou diversos títulos e bateu recordes durante a carreira, e em 2012 recebeu um último reconhecimento: em uma lista de melhores tenistas da história, o Tennis Channel posicionou a paulistana em 38ª. Nenhuma das suas grandes adversárias estava à sua frente.

Anita Malfatti

Pintora, desenhista e professora, Anita Malfatti foi um dos grandes nomes da vanguarda modernista brasileira. Em 1922 participou da Semana de Arte Moderna, sempre questionando a situação atual e chocando com suas famosas obras, como “A Boba”. Em 1928 passou a lecionar desenho na Universidade Mackenzie e depois em sua casa. Nasceu na cidade de São Paulo, no dia 2 de dezembro de 1889.  Faleceu na mesma cidade, em 6 de novembro de 1964.

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Anita_Malfatti
Wikipedia

Maria Lenk

A paulistana é a maior nadadora brasileira de todos os tempos. Foi a primeira mulher sul-americana a participar de uma Olimpíada, em Los Angeles, em 1932, e também a primeira nascida em nosso país a se tornar recordista mundial na modalidade. Sua vida no esporte começou cedo e de maneira inesperada. Com inúmeros problemas respiratórios, recebeu uma recomendação médica para nadar como forma de tratamento. Com isso, incentivada pelo pai, iniciou seus treinamentos no rio Tietê, ao lado de sua casa. Dedicou toda sua vida à natação e colocou seu nome na história do esporte e da cidade de São Paulo.

Pagu

Patrícia Rehder Galvão, mais conhecida como Pagu, nasceu em São Paulo em 1910. Escritora, jornalista, tradutora e desenhista foi uma das grandes mulheres do movimento modernista brasileiro, mesmo não participando ativamente da Semana Moderna de 1922. Militante do Partido Comunista, Pagu fazia parte também do movimento antropofágico da época, ao lado do marido Oswald de Andrade. Lutou pelos direitos trabalhistas e escreveu diversos ensaios e livros, alguns sob o pseudônimo de Mara Lobo. Chegou a morar na Liberdade, no Brás, na Aclimação e na Bela Vista, passando seus últimos dias no litoral, na cidade de Santos.

Tomie Ohtake

Artista Plástica de renome, Tomie Ohtake, nasceu no Japão, mas se naturalizou brasileira, ou melhor, paulistana. Com mais de cinquenta anos de carreira, Tomie sempre teve uma relação de amor com a cidade. Morou durante muito tempo na Mooca, mais precisamente na Rua da Paz, onde tinha também seu ateliê. Ganhadora de diversos prêmios e autora de famosas obras e instalações, era considerada a “dama das artes plásticas brasileira”. Os paulistanos podem sempre lembrar da sua relação com São Paulo, visitando o Instituto Tomie Ohtake, inaugurado na cidade em 2001.

Lina Bo Bardi

Achillina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi, foi uma arquiteta modernista ítalo-brasileira que marcou a cidade com suas obras. Lina estudou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma durante a década de 1930 e mudou-se para o Brasil depois de se casar com o jornalista e crítico de arte Pietro Maria Bardi, em 1946.

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Foto de capa: Reprodução/Instituto Lina Bo

Tags: história