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Cultura

Grupo de teatro da periferia da ZL comemora 10 anos com programação especial

Giulia Trecco Giulia Trecco - Editora | São Paulo Secreto

Rosas Periféricas

O grupo Rosas Periféricas, do Parque São Rafael, oferece saraus e oficinas online para a população.

O grupo Rosas Periféricas, do Parque São Rafael, Zona Leste de São Paulo, celebra 10 anos com a programação especial Rosas Faz 10 Anos – Memórias de Um Teatro Maloqueiro.  O projeto foi contemplado por um edital de fomento ao teatro oferecido pela Prefeitura. O grupo atua em um dos extremos da capital paulista e quer contar a história da sua comunidade para o resto dos paulistanos.

As atividades, gratuitas, acontecem através das redes sociais do grupo e já começaram. O Sarau da Antiga 28 Pergunta é a primeira série de encontros virtuais, nos quais o sarau do Rosas Periféricas recebe tradicionais saraus da cidade de São Paulo para uma entrevista e homenagem. O primeiro acontece no sábado, dia 27, às 17h, com Sérgio Vaz do Sarau da Cooperifa.

Além dos saraus, oficinas de arte para crianças e jovens se estendem até final de maio, com inscrições pelo Facebook do Grupo Rosas Periféricas. Confira as primeiras oficinas.

  • Brincadeiras de Rua, com Fellipe Michelini (03/04 a 22/05, sábados, às 11h);
  • Escrita Criativa – Cenopoesia com Jô Freitas (7/4 a 26/5, quartas, às 19h);
  • Percussão Afro-brasileira com Adriana Aragão (09/04 a 28/05, sextas, às 19h).

Durante dois anos, o projeto reunirá profissionais, artistas e projetos atuantes no mesmo universo do Rosas Periféricas, que compartilham experiências e trabalhos, tecendo uma rede cultural na periferia. Saraus convidados, oficineiros de arte para crianças e jovens, mulheres de representatividade no teatro no comando de rodas de conversa e coletivos teatrais com suas pesquisas e vozes inspiradoras. Todos eles se reúnem para fortalecer o programa.

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Ao final do projeto, um filme e um livro serão lançados para celebrar o projeto e registrar todo o seu processo. Com esta jornada, o Rosas Periféricas pretende refletir sobre o próprio trabalho, além de comprovar que o público periférico pode e deve acessar a arte, mesmo que pareça algo distante. Para isso, é importante que os espectadores se identifiquem com o conteúdo e esse é o objetivo do grupo.

Queremos atuar como referência para aqueles que querem produzir arte na região e nos conectar com quem já produz, tecendo redes e ampliando olhares.

Foto de capa: Divulgação/Rosas Periféricas