×

TIPO EM SUA PESQUISA E PRESSIONE ENTER

Carregando...
Cultura

Memorial da Resistência de São Paulo exibe mostra “Yona Friedman: Democracia”

Giulia Trecco Giulia Trecco - Editora | São Paulo Secreto

Yona Friedman

Animações, quadrinhos e instalações urbanas apresentam o pensamento do arquiteto que revolucionou a compreensão da democracia.

O Memorial da Resistência de São Paulo inaugura no próximo sábado, dia 26, a exposição biográfica “Yona Friedman: Democracia”. A mostra apresenta um recorte da produção do arquiteto, sociólogo e antropólogo franco-húngaro Yona Friedman (1923-2020), através de animações, instalações dentro e fora do edifício, intervenções urbanas em parceria com coletivos da região central, além de encontros públicos em parceria com o Sesc Bom Retiro.

A visita à mostra “Yona Friedman: Democracia” inicia-se com uma instalação feita com painéis de lambe-lambe com uma padronagem do arquiteto, para, em seguida, apresentar textos biográficos e imagens que ilustram seus principais projetos como a Cidade Espacial e o Museu de Rua, além dos icônicos manuais em quadrinhos, onde abordava questões cotidianas fundamentais como o direito a moradia, meio-ambiente, acesso a água e comida, e duas premiadas animações dos anos 1960, realizadas em parceria com sua esposa Denise Charveyn.

A exposição conta ainda com a realização de uma série de ações e intervenções urbanas em parceria com os coletivos artísticos casadalapa e Paulestinos, além de encontros públicos junto ao Sesc Bom Retiro, onde a curadora e convidados aprofundam discussões e temas suscitados pela mostra.

Publicidade

A exposição no Memorial fica em cartaz até 07 de março de 2022.

Sobre o arquiteto

Nascido na Hungria e radicado na França, Yona Friedman dedicou sua vida à criação de uma linguagem universal e acessível sobre os direitos humanos. Utilizando as histórias em quadrinhos como forma de expressão com uma linguagem casual, desenvolveu manuais em que defende a autonomia do indivíduo para compreender e interpretar o mundo de acordo com a própria experiência. Para ele, o direito a compreender é parte dos direitos humanos.