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Coronavírus em São Paulo: recomendações e fake news

Giulia Trecco Giulia Trecco - Editora | São Paulo Secreto

Coronavírus em São Paulo: recomendações e fake news

Confira, neste artigo, as orientações básicas de saúde e prevenção.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 11 de março que o novo coronavírus já é uma pandemia global. Desde que o COVID-19 apareceu em dezembro passado, na província chinesa de Hubei, mais de 128.000 casos foram registrados em 114 países e 4.990 mortes (acompanhe os dados em tempo real).

Com a disseminação do vírus, vieram junto muita desinformação, mitos e fake news sobre como evitá-lo e seus efeitos na saúde. Tanto a OMS quanto o Ministério da Saúde publicaram guias e conselhos de prevenção para a população sobre rumores sobre o novo coronavírus. Analisamos os mais importantes.

O básico: o que é o COVID-19 e como é transmitido?

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo coronavírus que foi descoberta após o surto em Wuhan (China) em dezembro de 2019. Os sintomas mais comuns são febre, cansaço, sensação de falta de ar e tosse seca.

Uma pessoa pode contrair o vírus mantendo contato próximo com outra pessoa infectada. Ele se espalha de pessoa para pessoa através de gotículas do nariz ou da boca que são jogadas fora quando uma pessoa infectada tosse ou cospe. Se essas gotículas caírem em objetos e superfícies ao redor da pessoa, outras pessoas poderão obter o COVID-19 se tocarem nesses objetos ou superfícies e depois tocarem seus olhos, nariz ou boca, especifica a OMS.

Portanto, é recomendável manter uma distância de segurança de 1 metro com a pessoa afetada.

O COVID-19 pode ser transmitido pelo ar?

A OMS continua estudando as maneiras pelas quais o vírus se espalha. Estudos iniciais apontam para a transmissão por contato direto com gotículas, e a transmissão por via aérea acima de um metro é rara.

O que posso fazer para me proteger contra o COVID-19?

As orientações da OMS, Ministério da Saúde e especialistas são: lavar as mãos com água e sabão até os punhos e parte interna das unhas; utilizar álcool 70 para limpar as mãos antes de encostar em mucosas (olhos, boca e nariz); evitar também tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos, pois é uma das rotas de transmissão mais comuns; evitar multidões, tossir ou espirrar levando o rosto à parte interna do cotovelo; utilizar máscara somente se apresentar os sintomas; manter a distância de segurança de pessoas que estão tossindo ou espirrando; evitar cumprimentar com aperto de mão, beijos e abraços; evitar sair de casa se apresentar algum dos sintomas; utilizar lenço descartável. 

Eu tenho os sintomas do vírus, o que devo fazer?

Caso não tenha tido contato com um possível transmissor, é mais provável que esteja com um resfriado ou gripe. Se você tiver febre, tosse ou falta de ar, visitou alguma zona de risco ou teve contato com uma pessoa infectada, fique em casa e ligue para o número de emergência 192 (lembrando que é preciso usar o número com cautela para evitar que a linha fique congestionada). 

O coronavírus só pode ser diagnosticado através de um teste de laboratório

Circula com frequência pelas redes sociais um texto que sugere que as pessoas segurem o ar por dez segundos para saber se têm fibrose nos pulmões provocada pelo novo coronavírus. É totalmente falso e apenas um teste de laboratório e a avaliação de um médico podem provar um contágio.

O coronavírus também é transmitido ao tocar superfícies previamente infectadas, como barras de metrô ou maçaneta da porta

VERDADE! Ainda não se sabe por quanto tempo o vírus causador do COVID-19 sobrevive à superfície, mas parece se comportar como outros coronavírus. Estudos (incluindo informações preliminares disponíveis sobre o vírus COVID-19) indicam que os coronavírus podem subsistir na superfície por algumas horas a vários dias, explica a OMS.

Devo usar uma máscara?

O Ministério da Saúde afirma que a população em geral não precisa usar máscara, mas deve respeitar as medidas de prevenção e higiene. As máscaras ajudam a impedir a transmissão do vírus se forem usadas por pessoas doentes, mas é preciso o uso com parcimônia para que o produto não se esgote para quem realmente precisa.

Recomenda-se que grupos de risco vulneráveis ​​evitem multidões. Este grupo inclui pessoas com mais de 60 anos de idade, pessoas com pressão alta, diabetes, doenças cardiovasculares e pulmonares, câncer, imunodeficiências e mulheres grávidas.

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COVID-19 não é um vírus de laboratório

As primeiras investigações apontam para um morcego como a origem do coronavírus. Os animais selvagens são geralmente uma fonte comum de transmissão neste tipo de doença.

Além disso, em 7 de março, um grupo de cientistas publicou um artigo em defesa da pesquisa contra a desinformação: “Cientistas de vários países publicaram e analisaram genomas do agente causador do SARS-CoV-2 (nome oficial do COVID-19) e concluíram esmagadoramente que esse coronavírus se originou na vida selvagem como muitos outros patógenos emergentes “, afirmaram eles.

Antibióticos não protegem contra o coronavírus

Antibióticos são eficazes contra bactérias, mas não contra vírus. Como o novo coronavírus (2019-nCoV) é um vírus, antibióticos não devem ser usados ​​para prevenir ou tratar infecções. No momento, nenhum medicamento específico é recomendado para prevenir ou tratar a infecção pelo novo coronavírus (2019-nCoV)”, afirma a OMS e também que medicamentos contra gripe podem ser usados ​​para aliviar seus sintomas.

O calor mata o coronavírus?

A OMS afirma que as evidências científicas obtidas até o momento indicam que o vírus COVID-19 pode ser transmitido para qualquer lugar, inclusive em países com clima quente e úmido. 

Os secadores de mãos também não matam o 2019-nCoV, como alegadas notícias falsas publicadas na Internet e que a própria OMS teve que negar. Para se proteger, é recomendável seguir as instruções de higiene emitidas pela organização.

É seguro receber um pacote de uma área afetada por coronavírus?

A OMS esclarece que o risco de contrair a doença é muito baixo ou inexistente por meio de artigos comerciais. “As pessoas que recebem pacotes da China não correm o risco de contrair o novo coronavírus. Graças a estudos anteriores, sabemos que os coronavírus não sobrevivem por muito tempo em objetos como cartas e embalagens “, explica o organismo.

Nem banhos de sol nem bebidas quentes protegem contra o vírus

Mais uma fake news do WhatsApp que afirmava que tomar sol e bebidas quentes, como chá, café ou chás de ervas, impedia a infecção por coronavírus. Isso foi negado por profissionais médicos. 

Durante essa crise de coronavírus, nós do São Paulo Secreto, recomendamos que você siga os conselhos de organizações oficiais como o Ministério da Saúde, o Governo e Prefeitura de São Paulo e a Organização Mundial de Saúde. Evite pânico e paranóia e descubra através de fontes comprovadas e confiáveis.

Continuaremos a informá-lo sobre o que está acontecendo na sua cidade.

Foto de capa: Pixabay