A partir deste sábado, 31 de outubro, o Metrô de São Paulo não aceitará mais os clássicos bilhetes Edmonson. Os cartões-papel magnéticos se despedem após 52 anos de serviço, deixando o público paulistano em nostalgia.
Em setembro, o São Paulo Secreto fez uma publicação informativa sobre o fim da era analógica nas bilheterias e recebeu diversos comentários lamentando a mudança. Quem diria que o bilhetinho de papel teria tantos fãs!
- @isabellagrmn: Vou ter que comprar um pra ter de relíquia
- @aquicontemfofura: Alguém sabe onde ainda vende?
- @daniellifossatt: Gente eu vou comprar um e emoldurar, acho tão lindo aqueles bilhetes
- @rrcelestino: Eu ainda tenho um 😢 não sei se uso ou guardo de lembrança
Os menos saudosistas, por sua vez, tiveram outras preocupações: “E os bilhetes válidos que ainda não usei? Perderei o valor das passagens?”. Neste caso, o Metrô de São Paulo garante que você poderá trocar os seus bilhetes Edmonson por outros meios de passagens válidas entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Por que o bilhete magnético Edmonson sairá de circulação?
Com o fim dos cartões-papel, os usuários devem migrar para outras opções de acesso e pagamento, como os cartões recarregáveis, pagamentos em cartão de crédito ou débito por aproximação e QR Code.
Segundo a estatal, a mudança busca modernizar o sistema de bilhetagem, evitar o desperdício de papel e diminuir os custos. Isso porque os bilhetes magnéticos demandam maiores custos de impressão, distribuição e venda presencial, ao mesmo tempo em que oferecem menos possibilidades de recarga.
Além da nostalgia, a medida recebeu críticas nas redes sociais, sobretudo quanto a uma possível exclusão de pessoas sem acesso ou afinidade com a tecnologia. Além disso, os usuários questionaram a manutenção dos QR Codes em papel.
- @_doubledu “Busca redução do consumo de papel. O papel do QR code continua”. A gente tá ficando maluco, rapaziada?
- @joannadarcmoraes: A grande questão é a acessibilidade. Idosos, por exemplo. Teria uma ou mais catracas especiais com pessoas atendendo? Como será essa transição?
- @c.efrain_: Esse sistema de QR Code impresso é péssimo. Nunca gostei desse papel de recibo que se desgasta à toa, só serve para virar lixo e tem uma leitura lenta. Deveriam oferecer uma alternativa que facilite o acesso do usuário, assim como era o cartão magnético, que se mostrava muito mais prático e durável. Além da demora na validação da catraca, o papel amassa facilmente e perde a utilidade, gerando estresse desnecessário e poluição ambiental.
- @luccamigliavacca: Diz que é pra reduzir o consumo de papel, mas o papel do QR Code tem compostos químicos que inviabilizam a reciclagem!
- @elbafelipe: Achei que não foi pensado nos idosos, pois São Paulo tem muitos idosos que vivem sozinhos e dependem do metrô. Me digam o que irão fazer com os funcionários que trabalham nas bilheterias do metrô vendendo os bilhetes. Aguardando uma resposta @metrodesaopaulo ????
- @fe.bevilacqua: E as pessoas que não são digitalizadas ou que não querem se digitalizar?

Em meio às mudanças, Metrô de São Paulo agora aceita Pix
Ao mesmo tempo em que o bilhete magnético diz adeus, o Metrô passa a aceitar pagamentos instantâneos em todas as suas linhas. Dessa forma, quem não tiver dinheiro ou cartão de crédito e débito poderá pagar com Pix exclusivamente nas máquinas de autoatendimento (ATMs).
Essa é uma reivindicação antiga de quem usa o transporte público ferroviário. As linhas privatizadas e da CPTM aderiram ao pagamento em julho deste ano, e os ramais do Metrô de São Paulo estarão totalmente integrados ao Pix a partir de 31 de outubro. Você mal podia esperar pela mudança ou gostava mais dos bilhetinhos de papel?
