Você deve ter notado que o tempo anda instável em São Paulo: as chuvas dividem espaço com aberturas rápidas de sol, mudando diariamente os planos de quem quer passear pela cidade. O El Niño 2026 é um dos fenômenos por trás do cenário, alterando a circulação atmosférica e os padrões de temperatura e precipitação. No entanto, há outros fatores que influenciam a instabilidade climática em SP.
Nesta quinta-feira, dia 15, a previsão é de 60 milímetros de chuva em SP — quase metade do esperado para o mês. Nesse caso, influencia também um ciclone extratropical que se forma no Oceano Atlântico, cujos ventos propiciam a chegada de frentes frias ao Sudeste.

Como o El Niño influencia São Paulo em 2026?
O El Niño ocorre por conta do aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. As altas temperaturas alteram a circulação dos ventos e o transporte de umidade, afetando as temperaturas e as chuvas em diferentes partes do planeta.
Em outras palavras, não se trata de uma grande massa de ar quente, mas de uma interação excepcional entre o oceano e a atmosfera, que desregula os padrões históricos de diversas regiões.
A previsão é que o El Niño cause precipitação acima da média no segundo semestre de 2026. O fenômeno deve vigorar até o primeiro semestre de 2027, com ápice em dezembro deste ano.

Como ciclone, frente fria e El Niño se relacionam com as chuvas em São Paulo?
Cada fenômeno atua em uma escala diferente. O El Niño segue como uma influência permanente ao longo dos meses, enquanto o ciclone é um fato pontual ajuda a organizar (ou bagunçar, a depender do ponto de vista) o clima paulista nesta semana.
A grande circulação de ventos ao redor de uma área de baixa pressão (o ciclone) propicia a chegada de uma frente fria e a formação de chuvas. No entanto, é importante dizer que o centro do fenômeno permanece no oceano, sem chance de tornados em terra firme.
Por isso, sempre confira a previsão do tempo antes de marcar compromissos ao ar livre. Em caso de emergência durante as tempestades, entre em contato com a Defesa Civil de São Paulo (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
