Já pensou em assistir a uma peça que reflete sobre a morte de dentro de um cemitério? Essa é a proposta da disruptiva Queda de Baleia ou Canto para Dançar com Minha Morte, um solo de Bruna Longo, com codireção de Vitor Julian, que incentiva o pensamento sobre um tema que ainda é tabu na sociedade ocidental.
O monólogo surge após a atriz, dramaturga e diretora que estrela a peça perder o pai em 2022. No processo de luto, ela observou a frígida burocracia em torno dos processos mortuários, que são cada vez mais rápidos, impossibilitando aqueles que ficaram de realizarem ritos de passagem para elaborar a dor e a delicadeza do momento.

O que esperar de Queda de Baleia ou Canto para Dançar com Minha Morte?
Nesta peça solo, a atriz imagina a própria morte, provocando uma reflexão sobre o tabu do fim da vida no cotidiano. Junto a Bruna Longo, enquanto ela elabora o luto de si mesma, o espectador irá contemplar tópicos como a relação humana com a finitude, o processo de eliminação do rito fúnebre nas sociedades capitalistas ocidentais, o medo, o silêncio e a negação da morte.
A morte é, para nós ocidentais, talvez o último intransponível tabu. Não falamos sobre ela. Não sabemos lidar com ela. No entanto, ela é também a única certeza inexorável. […] O processo de morte foi higienizado, burocratizado. O avanço da ciência e da medicina prolongou nossas vidas, mas também mudou a forma como morremos. […] Ritos fúnebres são cada vez mais rápidos, padronizados e industrializados. – Comenta a artista.

Não deixe de conferir esta peça disruptiva!
Queda de Baleia ou Canto para Dançar com Minha Morte é apresentada na capela do Cemitério do Redentor, localizado na Avenida Doutor Arnaldo, 1105 – Sumaré, até o dia 26 de outubro, com apresentações de sexta a domingo, sempre às 19h.
O ingresso custa R$ 60, ou R$ 30 no caso de meia-entrada. A capela comporta um público de 20 pessoas, o que torna a experiência ainda mais intimista. Além disso, a duração é de 80 minutos.
