Uma greve dos motoristas de ônibus surpreendeu os paulistanos na última segunda-feira, dia 19. A paralisação durou cerca de 10 horas e afetou mais de 267 mil passageiros, que lidaram com longas filas e atrasos nas principais vias da capital paulista. A mobilização teve como principal objetivo a reivindicação de direitos trabalhistas por funcionários da antiga empresa Transwolff. Entenda o caso:
Greve dos ônibus causa lentidão em SP
Recentemente, a Prefeitura encerrou o contrato de concessão com a Transwolff por conta de investigações envolvendo a empresa. No aguardo da licitação para uma nova companhia responsável pelo serviço, a Prefeitura assumiu a gestão da Transwolff.
Em meio à transição administrativa, funcionários afirmam haver problemas trabalhistas e demandam a regularização de benefícios. Por isso, organizaram uma paralisação que atingiu sobretudo a Zona Sul de São Paulo, onde 111 linhas de ônibus têm operação da antiga Transwolff.
Por conta do protesto, 67 linhas da região deixaram de circular desde o início da manhã até o período da tarde de segunda-feira (19). O cenário levou ao acionamento do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), com ônibus de outras garagens assumindo as rotas mais críticas até que o sistema normalizasse.

Poder público aponta para ilegalidade da greve: motoristas podem sofrer sanções?
A resolução aconteceu por volta das 13h, após uma reunião entre os rodoviários e representantes da SPTrans. Segundo o governo municipal, os pagamentos relacionados à antiga Transwolff estão em dia; no entanto, ocorrem “em juízo”. Ou seja, a Prefeitura afirma que todos os repasses foram feitos, mas precisam de liberação da Justiça para chegar às contas dos funcionários.
Por fim, o poder público declarou a greve ilegal por não emitir o aviso prévio obrigatório. Isso ocorre porque a Lei de Greve (7.783/1989) garante o direito de manifestação dos trabalhadores de serviços essenciais, mas as paralisações devem ser informadas à sociedade com 72 horas de antecedência. Pelo descumprimento, os trabalhadores que aderiram à greve podem sofrer com o desconto de um dia de trabalho na próxima folha de pagamento.
