Você sabem quem são os escritores de São Paulo? Alguns artistas pincelam tinta em telas para fazerem suas artes, outros colocam palavras no papel. Por isso, vamos conferir as obras dos autores paulistanos.
Além disso, a partir de agora entramos em um esquenta para a Bienal do Livro 2026, que acontecerá no Distrito Anhembi entre os dias 04 e 13 de setembro. Então, se você ama ler, não deixe de buscar os livros dos escritores de São Paulo neste evento imperdível.
Garanta o seu ingresso clicando aqui!

Lygia Fagundes Telles
Conhecida como “dama da literatura brasileira”, Fagundes Telles aborda em suas obras temas como a morte, o amor, o medo e a loucura. Seus principais trabalhos incluem “Ciranda de Pedra” (de 1954, base para duas telenovelas da Rede Globo), “Antes do Baile Verde” (1970) e “As Meninas” (1973).
Ricardo de Azevedo
Vencedor de diversos prêmios Jabutis, o escritor, ilustrador e pesquisador brasileiro é autor das obras “Vou-me embora desta terra, é mentira eu não vou não!” (2008) e “Um homem no sótão” (2001). Em seus livros, o escritor trabalha cultura popular e infância, além de ilustrar grande parte das páginas.

Tati Bernardi
Paulistana criada no Tatuapé, Zona Leste da capital, Tati Bernardi é escritora, roteirista, cronista, podcaster e mais dezenas de coisas. Sua fama começou com as crônicas que escrevia para revistas como a Trip e a VIP, nas quais contava os infortúnios da sua vida amorosa. Entre os seus livros, destacam-se: “Meu Passado Me Condena” (2015) e “Depois a Louca Sou Eu” (2016), ambos adaptados para o cinema. Mas o favorito é mesmo o último, “Você Nunca Mais Vai Ficar Sozinha” (2020), no qual a autora partilha as angústias e alegrias da maternidade.
Camila Fremder
A também escritora, roteirista, podcaster e mais dezenas de coisas tem cinco livros publicados, entre eles “Adulta sim, Madura nem Sempre” (2018).
Vanessa Bárbara
Ganhadora do Prêmio Jabuti pela reportagem “O Livro Amarelo do Terminal”, Vanessa Barbara escreveu títulos como “O Verão do Chico” (2008) e “Endrigo, o Escavador de Umbigos” (2010). Seu romance “Operação Impensável” (2015) venceu o Prêmio Paraná de Literatura.
Marcos Rey
Rey é dono de alguns títulos da emblemática Coleção Vagalume, como “O Rapto do Garoto de Ouro” (1982), “Um Cadáver Ouve Rádio” (1983) e “Sozinha no Mundo” (1984). Além disso, escreveu “Memórias de um Gigolô” (1968) e “Malditos Paulistas” (1980). Posteriormente, integrou a Academia Paulista de Letras e ganhou o Prêmio Jabuti pelo conto “O Último Mamífero do Martinelli”.
André Vianco
Especialista em literatura de terror e sobrenatural, Vianco ganhou fama por suas histórias de vampiros e é considerado um dos principais autores brasileiros de fantasia do século XXI. Seu livro “Os Sete” (2000) atingiu na época status de best-seller.
Victor Bonini
Bonini é jornalista e foi repórter de alguns noticiários da Rede Globo. Em paralelo a isso, faz sucesso no mundo literário com histórias de suspense como “Colega de Quarto” (2015), “O Casamento” (2017) e “Quando Ela Desaparecer” (2019).
Ruth Rocha
Uma das principais autoras da literatura infantil brasileira, Ruth já recebeu oito prêmios Jabuti e foi eleita para a Academia Paulista de Letras.
Publicou seu primeiro livro, “Palavras, muitas palavras” (1976), seguido pelo clássico e best-seller infantil “Marcelo, marmelo, martelo”. A escritora paulistana tem mais de 50 anos de carreira e centenas de títulos publicados, sendo uma das autoras brasileiras mais premiadas no segmento.
Mário de Andrade
Um dos pilares da literatura brasileira, o poeta, cronista, romancista e musicólogo foi um dos fundadores do movimento modernista no Brasil.
Além de organizar a Semana de Arte Moderna de 1922, Mário de Andrade inaugurou uma nova linguagem literária que valorizava a cultura popular e o nacionalismo, preocupando-se em sair do clássico academicismo parnasiano para falar “a língua do povo”.
Na lista repleta de títulos, destacam-se o marco da poesia modernista “Amar, verbo intransitivo” (1927) e sua obra máxima: “Macunaíma” (1928), um dos grandes clássicos da nossa literatura.
Oswald de Andrade
Outro grande nome e articulador do modernismo no Brasil, Oswald, além de escritor, poeta e dramaturgo, também era advogado. Tinha postura provocativa e iniciou sua carreira como jornalista literário, com colunas em jornais.
Em seu ingresso na literatura, fundou o semanário de crítica e humor “O Pirralho”, onde escrevia textos de sátira e crítica. Suas obras mais emblemáticas são “Memórias Sentimentais de João Miramar” (1924) e “Serafim Ponte Grande” (1933), famosas pela linguagem e pelo humor corrosivo, que fugiam do modelo clássico de romance da época.
Hilda Hilst
Uma das escritoras de língua portuguesa mais importantes do século 20, Hilda de Almeida Prado Hilst publicou seu primeiro livro em 1950: a coletânea de poesia “Presságio”.
Suas obras abordam temas como morte, insanidade, misticismo, erotismo e a liberdade sexual feminina, além da relação entre Deus e o homem. Entre seus títulos mais conhecidos estão “Júbilo, memória, noviciado da paixão” e a ficção “A obscena senhora D”.
Natalia Timerman
Uma das autoras mais interessantes da geração recente paulistana, Natalia aborda em seus livros temas como psiquiatria, luto, memória, abandono e a vivência urbana em grandes cidades.
É médica psiquiatra pela Unifesp, e seu primeiro livro, “Desterros: histórias de um hospital-prisão”(Elefante, 2017), é uma obra de não ficção que reúne histórias reais de presos, carcereiros e médicos do hospital-prisão onde trabalhou.
Entre suas principais obras, vale destacar seu livro mais recente, “Antes que apague”, que aborda a relação entre mãe e filha durante o enfrentamento do Alzheimer.