Ao falarmos em árvores repletas de flores rosadas, logo pensamos no Japão. Mas você sabia que o Parque do Carmo possui o segundo maior bosque de cerejeiras fora do país asiático?
Localizado em Itaquera, na Zona Leste, o espaço reúne mais de 1,5 milhão de metros quadrados de natureza, sendo também a segunda maior área verde de São Paulo. Descubra como uma área rural se transformou em patrimônio verde da metrópole, oferecendo beleza e lazer para a população!

De fazenda particular a patrimônio de SP: conheça a história do Parque do Carmo
Antes de se tornar a área verde queridinha dos paulistanos, o terreno foi uma propriedade privada. Na década de 1940, Oscar Americano de Caldas Filho comprou a área e começou a formar a paisagem que conhecemos hoje. O engenheiro plantou muitos dos eucaliptos e pinheiros do local e construiu um lago artificial para praticar esportes náuticos.
A grande fazenda funcionava como refúgio de descanso para seus amigos e familiares. Mas com a morte do engenheiro, em 1974, os herdeiros venderam o terreno para a prefeitura, que o transformou em patrimônio público.
Em 19 de setembro de 1976, o Parque do Carmo foi inaugurado oficialmente. O antigo casarão da família Americano se tornou o Museu do Meio Ambiente, e o lago virou lar de gansos, cisnes, patos e peixes.
Hoje em dia, o espaço abriga um dos maiores planetários da América Latina, ciclovias, quadras e pistas de corrida. Além da infraestrutura completa, o segundo maior parque de São Paulo preserva uma rica fauna silvestre, que inclui esquilos, macacos e pica-paus.

Festival das cerejeiras embeleza a Zona Leste
O grande destaque do Parque do Carmo, porém, é sua flora de cair o queixo! Seu bosque de cerejeiras abriga impressionantes 2.300 árvores, menor apenas que bosques japoneses e o de Washington D.C. (o maior fora do Japão).
O plantio das sakuras (palavra japonesa para cerejeiras) começou em 1918 com Hisayoshi Kataoka. O imigrante trouxe 1.500 mudas de seu país e, com apoio da Prefeitura de São Paulo, as replantou no Parque do Carmo para celebrar a comunidade japonesa. Desde então, o local se tornou um símbolo da cultura nipônica em SP.
Tradicionalmente em agosto, o espaço sedia o Festival das Cerejeiras (Sakura Matsuri), que celebra o florescer das árvores. A cada ano, a celebração atrai milhares de pessoas para contemplar a natureza, fortalecendo esse costume milenar na capital paulista.
